64,7% dos desempregados no DF são mulheres

O número de desocupados no DF permanece em 291 mil pessoas em relação a dezembro de 2020

De acordo com Pesquisa de Emprego e Desemprego relativa ao mês de janeiro divulgada na manhã de terça-feira (23), pela Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan) e o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), mulheres representam a maior porcentagem de desempregados no DF marcando 64,7%, e os homens, 35,3%. 

Lúcia Garcia, economista do Dieese e técnica responsável pela pesquisa, ressalta que; “As mulheres e a população negra não só sofrem mais com o desemprego mas são extremamente abrangentes e significativas na sociedade. A proporção dessas populações na força de trabalho é elevada. Iniciativas de combate ao desemprego precisam ter olhar de gênero e racial ao desenhar políticas públicas, com risco de não ter o sucesso esperado”, destacou a economista.

A pesquisa mostra ainda que entre os ocupados, a pesquisa registrou aumento do rendimento médio real (4,3%). Assalariados chegaram ao incremento de 1,8% e trabalhadores autônomos, 7,6%. O crescimento do rendimento médio real teve destaque de 28,6% para os 10% mais pobres, e de 4,3% para os 25% mais ricos.

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O número de desocupados no DF permanece em 291 mil pessoas em relação a dezembro de 2020. Além disso, a taxa de desemprego aberto variou de 15,1% para 15,4%, e a de desemprego oculto diminuiu de 2,9% para 2,7%. 

Regiões 

Entre novembro e janeiro, as variações na taxa de desocupação foram diferentes conforme a cidade. A taxa de desemprego aumentou 0,9% entre as regiões de média-alta renda, que englobam Águas Claras, Candangolândia, Cruzeiro, Gama, Guará, Núcleo Bandeirante, Sobradinho, Sobradinho 2, Taguatinga e Vicente Pires.

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Nas regiões de média-baixa renda – caso de Brazlândia, Ceilândia, Planaltina, Riacho Fundo, Riacho Fundo II, SIA, Samambaia, Santa Maria e São Sebastião – houve redução de 0,7% na quantidade de pessoas desocupadas. O mesmo decréscimo foi observado entre as regiões de baixa renda – Fercal, Itapoã, Paranoá, Recanto das Emas, SCIA/Estrutural e Varjão.

Clarissa Jahns, diretora de Estudos e Pesquisas Socioeconômicas (Dieps) da Codeplan, explica o motivo da grande taxa de desemprego no final do ano. “É um período em que temos muitos desligamentos, mas essa situação vai se revertendo à medida que a economia vai voltando ao normal”, ressaltou a diretora

Lúcia Garcia, diz que o cenário de constância é considerado normal no início de ano. “Mesmo estando em crise, no geral, costumamos iniciar o ano com as ocupações crescendo pouco ou em estabilidade, mas não em descendência. Essa preocupação, no entanto, vai nos acompanhar pelos próximos meses”, ressaltou a economista.

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