O vice-presidente do Brasil, Hamilton Mourão, fala à imprensa após reunião do Grupo Lima em Bogotá, Colômbia.

“Acho que tem uma turma ali que nunca prendeu ninguém e tá doida pra prender”, afirma Mourão sobre CPI

Dominguetti afirmou à Folha de S.Paulo que o servidor do Ministério da Saúde sugeriu pagamento de propina de US$ 1 por dose vendida ao governo para que o contrato fosse assinado

Nesta sexta-feira (2), o vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) declarou que senadores da CPI da Covid-19 “estão doidos para prender alguém”.

Luiz Paulo Dominguetti Pereira, representante da Davati Medical Supply, reafirmou, em depoimento à CPI da Covid, o pedido de propina pelo ex-diretor de Logística do Ministério da Saúde Roberto Ferreira Dias. Ele foi ameaçado de prisão pelos senadores da CPI.

“Acho que tem uma turma ali que nunca prendeu ninguém e tá doida pra prender, só isso aí. Qualquer coisa é ‘vou mandar prender’, não é assim né. As coisas não funcionam desse jeito”, disse Mourão.

O vice-presidente disse que a investigação se baseia em política. De acordo com ele, algumas decisões podem se tornar incisivas, mas que não dá para concluir se vai resultar em algo efetivo.

“Não é questão de dar em pizza. Uma comissão parlamentar de inquérito, ela é primordialmente política, até porque a maioria dos senadores que estão ali não são investigadores, não é gente que tá acostumada a conduzir inquérito e essas coisas”.

O governista Marcos Rogério (DEM-RO) defendeu que Dominguetti fosse preso porque o representante da Davati estaria mentindo em seu depoimento.

Leia também:
Bolsonaro vai indicar André Mendonça ao STF

“A maneira como ele trata as coisas é de uma fragilidade. O nível de informalidade, de extra-oralidade é tão grande que seria o caso de, ao final dessa CPI, ser o primeiro a sair dessa CPI preso”, afirmou o governista. “Em razão de mentir na CPI ou de passar um golpe em municípios brasileiros”, disse Marcos Rogério.

Print Friendly, PDF & Email