Acordo para mais mulheres na construção civil

Governo e entidades se unem para ampliar oportunidades em ambiente predominantemente masculino. Só nesta segunda-feira (9) são 77 vagas

As agências do trabalhador oferecem, nesta segunda-feira (9), 77 oportunidades para quem pretende atuar na construção civil. E em qualquer uma delas é possível a contratação de mulheres. Porém, na maioria dos casos, elas não ocupam as vagas, seja por falta de qualificação ou por acreditarem que o ambiente é masculino.

Para tentar reverter esse quadro e ampliar a participação da mulher num dos mercado de trabalho mais promissores da capital, a Secretaria da Mulher assinou um acordo de cooperação técnica com o Sindicato das Indústrias da Construção Civil (Sinduscon) e vai oferecer cursos e palestras para aquelas que se interessarem em atuar na área e para as empresas que quiserem transformar os ambientes de trabalho em espaços feitos para homens e mulheres.

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A parceria faz parte das ações previstas pela Rede Sou mais Mulher, criada pelo governador Ibaneis Rocha, em 8 de março de 2019, para que organizações públicas e privadas do DF se unam e promovam ações voltadas à promoção da igualdade de gêneros, o enfrentamento à violência, além de incentivar o empreendedorismo e a autonomia econômica das mulheres.

“A gente sabe da importância que o governador tem dado às obras do DF, como importante estratégia para a geração de emprego e de renda. Além disso, a Secretaria da Mulher fez estudos e pesquisas que identificaram ser muito interessante trabalharmos em conjunto com a inserção das mulheres no ramo da construção civil, principalmente, na área de acabamento, onde sabemos que elas têm obtido um resultado muito expressivo”, afirmou a secretária da Mulher, Ericka Fillippelli.

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Segundo o presidente do Sinduscon-DF, Dionyzio Klavdianos, atualmente, as mulheres representam apenas 10% do total de trabalhadores da construção civil. “Se concentram em atividades administrativas. Quando vamos para os canteiros de obras, nas funções como pedreiro, pintor, esse percentual cai a quase zero”, detalha.

O acordo de cooperação prevê cursos de gestão econômica, acabamento fino e demonstração de um canteiro de obras ideal para a inserção da mulher neste mercado de trabalho. “Nós queremos incluir as esposas e filhas de funcionários de obras, porém, os cursos serão abertos a qualquer mulher que deseje atuar na área”, explica a vice-presidente do Sinduscon, Mirelle Correa. Ela lembra que a programação já está praticamente concluída. Porém, as atividades, que serão presenciais, estão previstas para começar em janeiro de 2021.

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Com informações da Agência Brasília

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