O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, durante sessão que aprovou Proposta de Emenda à Constituição 91/2019, que altera o rito de tramitação das medidas provisórias no Congresso Nacional.

Alcolumbre poderá ser nomeado para Desenvolvimento Regional ou Secretaria de Governo

Embora esteja na mira de Bolsonaro para ocupar uma das pastas, Alcolumbre no momento está focado na campanha de Rodrigo Pacheco para a Presidência do Senado

Davi Alcolumbre (DEM-AP), presidente do Senado, pode assumir o Ministério do Desenvolvimento Regional, hoje chefiado por Rogério Marinho. O nome do parlamentar agrada a Bolsonaro porque ele poderia fortalecer a articulação política com o Congresso.

Desde o ano passado, Alcolumbre vem sendo sondado e chegou a ser aconselhado por aliados a tentar assumir a articulação política do governo, substituindo Luiz Eduardo Ramos, ministro da Secretaria do Governo.

O parlamentar, no entanto, tem manifestado preferência pelo Desenvolvimento Regional, conforme antecipou o Valor Econômico e foi confirmado pelo O Globo.

Caso assuma a pasta, o senador teria chance de melhorar o ambiente e tentar avançar na tramitação de duas reformas estruturais que carecem de atenção do governo federal: a tributária e a administrativa. O ministério teve orçamento de R$ 25 bi em 2020 e centralizou a liberação de boa parte das emendas indicadas por deputados e senadores.

O destino de Alcolumbre não deve ocorrer antes do fim de janeiro. Bolsonaro não abriria mão de Marinho e Ramos tão facilmente e teria que quebrar a cabeça para reorganizar a Esplanada com um dos dois em um ministério diferente.

Agora, Alcolumbre está focado na campanha de Rodrigo Pacheco (DEM-MG), parlamentar escolhido por ele para ocupar sua cadeira na Presidência do Senado e que tem o apoio de Bolsonaro.

Um ministério assumido por Davi Alcolumbre é uma de diversas mudanças em estudo no quadro ministerial depois da eleição das Mesas Diretoras na Câmara dos Deputados e Senado. O Ministério da Cidadania pode sair das mãos de Onyx Lorenzoni (DEM). Entre líderes do Congresso, especula-se que o ministério vá para o PP do governista Ciro Nogueira (PI).  

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