Incendios florestais entre Miranda e Corumbá BR 262 e MS 184

Amazônia tem em junho maior número de queimadas desde 2007

A floresta amazônica registrou em junho o maior número de focos de incêndio em 14 anos

De acordo com dados do monitoramento de queimada do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), órgão ligado ao Ministério da Ciência e Tecnologia, a Amazônia registrou 2.308 focos de incêndios 1º e 30 de junho, o maior número para o mês de junho desde 2017.

A maior parte dos incêndios, 66,5%, aconteceu no Mato Grosso, seguido pelo Pará (18,4%) e por Rondônia (5,7%). Desde 2019, a gestão Jair Bolsonaro tem sido alvo de críticas no Brasil e no exterior por causa da explosão de incêndios e do desmatamento na floresta.

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Números tão elevados aproximam 2021 a cenários da década dos anos 2000, nas quais a Amazônia passava por grandes devastações e números recordes de queimadas. Em 2007 foram 3.519 incêndios registrados no bioma.

As terras indígenas registraram ao todo 110 focos de incêndios. Destes, 36,4% aconteceram no Parque Xingu, em Mato Grosso.

Na segunda-feira, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) autorizou a atuação de militares na Amazônia para o combate de crimes ambientais. A medida vale para terras indígenas, unidades federais de conservação ambiental, em áreas de propriedade ou sob posse da União, e, se pedido pelos governadores, em outras áreas dos Estados do Amazonas. Mato Grosso, Pará e Rondônia.

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No dia seguinte, o presidente editou um decreto que proíbe queimadas para práticas agropastoris em todo o País por 120 dias. A suspensão temporária não se aplica a alguns casos, como práticas de prevenção e combate a incêndios realizadas ou supervisionadas pelas instituições públicas responsáveis pela prevenção e pelo combate aos incêndios florestais; práticas agrícolas de subsistência executadas pelas populações tradicionais e indígenas; e controle fitossanitário, desde que autorizado pelo órgão ambiental competente.

Também ficam liberadas as queimas controladas, em áreas não localizadas nos biomas Amazônia e Pantanal, desde que sejam imprescindíveis à realização de práticas agrícolas e previamente autorizadas pelo órgão ambiental estadual ou distrital.

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