Aneel reajusta valor da bandeira tarifária vermelha 2 em 52% e conta de luz ficará mais cara

As bandeiras tarifárias são cobradas na conta de luz dependendo das condições de geração de energia no país

Nesta terça-feira (29), a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou o reajuste na bandeira tarifária vermelha patamar 2, cobrança adicional aplicada às contas de luz realizada quando aumenta o custo de produção de energia.

A cobrança extra passou de R$ 6,24 para R$ 9,49 a cada a cada 100 kWh consumidos. Um aumento de cerca de 52%. A decisão foi tomada durante a 23ª reunião pública ordinária de 2021.

Na segunda-feira (28), Bento Albuquerque, o ministro de Minas e Energia, fez um pronunciamento na televisão em que afirmou que o país passa por um momento de crise hídrica e pediu uso “consciente e responsável” de água e energia por parte da população.

O reajuste contrariou a área técnica da agência, que havia recomendado uma alta maior na bandeira vermelha 2, de R$ 11,50 a cada 100 kWh consumidos, de forma a equilibrar a alta de custo da geração de energia.

Revisão

O diretor da Aneel, Sandoval Feitosa, relator do processo, explicou que a mudança no valor da bandeira vermelha patamar dois não se refere apenas a um reajusta, mas a uma revisão tarifária.

“A revisão tarifária é um processo mais amplo. […] Considerando o agravamento da crise hídrica, solicitei que fossem feitas considerações adicionais”.

As projeções apresentadas pela equipe técnica da agência consideram cenários adversos em termos de oferta de energia hidráulica e da escassez hídrica formalizada pela Agência Nacional da Água (ANA).

Crise

A previsão é de que a bandeira vermelha vigora entre os meses de julho e novembro de 2021. O motivo é a pior crise hídrica dos últimos 90 anos.

Os reservatórios das hidrelétricas do Sudeste e Centro-Oeste – que respondem por 70% da capacidade de geração de energia do país – estão com 29,4% da capacidade de armazenamento.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, reconheceu na semana passada que a estiagem é um problema “seríssimo” e que impactará no aumento da inflação no curto prazo.

De acordo com Guedes, até o fim deste ano, o indicador deve bater entre 5,5% e 6%. O centro da meta perseguido é de 3,75%. Será considerada cumprida se ficar entre 2,25% e 5,25%.

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