Anvisa autoriza uso emergencial de medicamento contra a Covid-19

Desenvolvido pela farmacêutica Eli Lilly, o medicamento usa a combinação de dois anticorpos monoclonais, o banlanivimabe e etesevimabe

Nesta quinta-feira (13), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o uso emergencial de mais um medicamento contra a Covid-19. O medicamento usa a combinação de dois anticorpos monoclonais, o banlanivimabe e etesevimabe.

A combinação atua para evitar casos graves da infecção pelo coronavírus em adultos e crianças. Os remédios não são recomendados para pessoas que estejam usando o suporte ventilatório.

Este é o terceiro medicamento aprovado pela agência. Em março, a Anvisa anunciou o registro do antiviral remdesivir. Em abril, o Regn-CoV2, coquetel que contém a combinação de casirivimabe e imdevimabe, foi aprovado para uso emergencial no país.

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Meiruze de Souza Freitas, diretora da Anvisa, afirmou que a aplicação do medicamento deve ser monitorada clinicamente durante a administração e os pacientes deverão ficar em observação por pelo menos uma hora.

Os técnicos do órgão usaram o relatório técnico da agência reguladora americana (FDA) para nortear a avaliação.

A Anvisa recebeu em 30 de março o pedido de uso emergencial dos medicamentos. O medicamento está aprovado para uso emergencial desde o começo de fevereiro nos Estados Unidos.

A aplicação é intravenosa e o tratamento deve ser iniciado após o teste viral positivo para a Covid-19 e dentro de 10 dias do início dos sintomas. O uso é restrito a hospitais e a venda é proibida ao comércio. Já a incorporação no Sistema Único de Saúde (SUS) depende da avaliação do Ministério da Saúde.

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Segundo a Anvisa, o tratamento é indicado para adultos e pacientes pediátricos (com 12 anos ou mais que pesem no mínimo 40 kg) que não necessitam de suplementação de oxigênio, com infecção por SARS-CoV-2 confirmada por laboratório e que apresentam alto risco de progressão para Covid-19 grave.

O medicamento não é recomendado para pacientes graves. “Anticorpos monoclonais como banlanivimabe + eteasevimbe podem estar associados a piora nos desfechos clínicos quando administrados em pacientes hospitalizados com Covid-19 que necessitam de suplementação de oxigênio de alto fluxo ou ventilação mecânica”, alerta a Anvisa.

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