Apesar da pressão feita pela CLDF, Governo não cede e mantém aulas remotas até dia 28 de Janeiro

Apesar da pressão da CLDF, a Secretária de Estado de Educação reforçou que as aulas deste ano estão sendo ministradas de forma virtual, e permanecerão até 28 de janeiro

A Câmara Legislativa Distrito Federal tem pressionado a Secretária de Estado de Educação, para que as aulas voltem de forma gradativa, foi reforçado ao jornal de Brasília que a previsão de volta será apenas para o próximo ano, “as aulas deste ano estão sendo ministradas de forma virtual e assim permanecerão até 28 de Janeiro”. “O plano para a retomada das aulas presenciais no próximo ano letivo já está em fase de execução” afirmou a pasta sobre as questões de retorno.

No dia (04) foi exigido pelo Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT), que as aulas em creches e escolas da rede pública retornem ainda este ano, o Orgão recorreu a decisão de que as aulas não deveriam voltar, e impõe uma apresentação daqui cinco dias de um plano para que a volta aconteça.

O primeiro retorno de aulas no DF que deveria ter acontecido no dia 27 de Outubro, foi derrubado pelo desembargador João Egmont do (TJDFT), porém de acordo com o (MPDFT), como houve flexibilidade em outros setores, mesmo que a contaminação por COVID-19 ainda ocorra, não existe motivos para que as aulas não retornem, e com a existência de outros decretos revogados as escolas estariam prontas para retornar desde o dia 19.

O presidente da Comissão de Educação, Saúde e Cultura (Cesc) na CLDF, Jorge Vianna (Podemos), não concorda com a volta às aulas tendo em vista que a pandemia prejudicou o ano letivo e não fará diferença uma volta neste momento.

“Por ser professor de saúde e educador, acredito que voltar as aulas no final do ano não vai mudar, na prática, em nada o calendário. Ainda continuamos sem aula presencial. Pode fazer uma diferença muito grande para a população, porque quando você volta às aulas, se tem um grupo de pessoas muito grande circulando, com ônibus escolares, por exemplo. Talvez seja uma ação desnecessária, uma vez que o calendário já teve prejuízo. E não vai ser nos próximos dois meses que isso irá melhorar”, disse.

Calendário escolar

Rosilene Corrêa diretora do Sindicato dos Professores informa que está em discussão com a Secretaria de Educação. “Estamos discutindo um calendário para o ano que vem. As aulas, ainda que nessas condições, se encerram em janeiro do ano que vem, e o período de férias será em fevereiro”, afirma.

Porém como a pandemia ainda não chegou ao fim, prejudica um plano de retorno melhor elaborado para o retorno das aulas presenciais.  “Temos que pensar a escola para o ano que vem para uma situação ainda de pandemia e garantir mais recursos nas escolas públicas para alunos que não têm Internet em casa e, às vezes, não têm um computador para estudar.” declara.

O calendário anual e os conteúdos propostos , desde o ensino básico ao médio, estão sendo analisados de forma minuciosa para melhor atender as necessidades do novo ano letivo juntamente com a área pedagógica. “Estamos na fase de sentar com cada área dessa para discutir que proposta pedagógica vamos trabalhar no ano que vem”, encerra.

Mesmo que ainda não exista um plano concreto para o retorno das aulas presenciais no ano de 2021, as aulas in loco de escolas públicas vão acontecer em Março do próximo ano. “Estamos preparando a volta presencial para março de 2021, conforme planejamos, e seguimos com o objetivo de oferecer aos nossos estudantes aulas mediadas por tecnologias e materiais impressos” Disse o secretario Leandro Cruz em suas redes sociais.

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