Após baixa adesão em atos contra Bolsonaro, líderes de centro-esquerda querem atrair PT para manifestações

Os atos que ocorreram na manhã de domingo (12), em defesa do impeachment do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), foram marcados por baixa adesão do público

O domingo (12) foi marcado por manifestação contra o presidente Jair Bolsonaro. As manifestações, organizadas pelo Movimento Brasil Livre (MBL) e pelo Vem Pra Rua (VPR), no início, mantinham o slogan “Nem Bolsonaro, nem Lula” tinham apoio de partidos liberais, que buscam pela terceira via para as eleições de 2022.

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Após fracasso, o MBL planeja investida para atrair PT. A leitura é que não há como manter a pauta do impeachment e atrair a população sem os petistas e movimentos da órbita do partido .

Carlos Lupi, presidente do PDT, disse à coluna Painel, da Folha de S.Paulo, que há uma reunião prevista para a quarta-feira (15) com cerca de 10 partidos e o tema principal é união contra o governo.

“A gente tem que ter capacidade de superar nossas diferenças e olhar em primeiro lugar o Brasil e deixar para o segundo o plano projetos políticos eleitorais”, diz Lupi.

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Para ele, para um primeiro ato a quantidade de pessoas não foi ruim, mas é preciso unir todos que estão contra Bolsonaro.

Roberto Freire, presidente do Cidadania, diz que o partido participará das reuniões em busca de unidade, mas culpa o PT pela decisão, para ele equivocada, de não aderir aos atos.

Na visão de Freire, porém, os petistas estarão nas próximas manifestações, previstas para outubro, “até por soberba” de mostrar que conseguem atrair mais gente.

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