A cúpula menor, voltada para baixo, abriga o Plenário do Senado Federal. A cúpula maior, voltada para cima, abriga o Plenário da Câmara dos Deputados.

Após derrota, relator afirma que voto impresso deve ir a plenário da Câmara na próxima semana

Por 23 a 11, os deputados rechaçaram o parecer do relator, Filipe Barros (PSL-PR), favorável ao voto impresso

Na quinta-feira (5), o deputado Filipe Barros (PSL-PR), relator da proposta de emenda à Constituição (PEC) do voto impresso, afirmou que o texto pode ser votado no plenário da Câmara mesmo tendo sido rejeitado na comissão especial.

“O presidente da comissão, deputado Paulo Martins, e a deputada Bia Kicis conversaram com o presidente (da Câmara) Arthur Lira e, publicamente, ele próprio sinalizou que essa possibilidade existe, de ser avocado para o plenário”, afirmou Barros após a sessão que rejeitou seu relatório por 23 votos a 11.

Após a rejeição, o deputado Júnior Mano (PL-CE) foi escolhido para elaborar um novo relatório, que representa a rejeição e arquivamento da PEC do voto impresso.

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“Quando o parecer de um relator é rejeitado, designa-se um novo relator para aquilo que a comissão já decidiu. É uma mera formalidade, não há nenhum risco de reversão do resultado”, explicou o deputado Alessandro Molon (PSB-RJ).

Barros acredita que o voto impresso ainda pode tramitar na Câmara e tem chances de ser aprovado pela Casa Legislativa.

“Se a comissão especial deliberar amanhã qualquer que seja a proposta do relator, nós temos duas sessões ordinárias de interstício e depois disso já pode ir ao plenário. Calculamos que na quarta ou na quinta-feira (da próxima semana) a matéria já pode ir ao plenário”, afirmou.

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Segundo Barros, mesmo com o cenário desfavorável na comissão, a tendência é positiva.

“O que a gente percebe é que muitos parlamentares são favoráveis mesmo com os presidentes de seus partidos terem fechado posição contrária à PEC do voto impresso”.

“Temos a convicção de que a partir do momento que for ao plenário da Câmara, em que há a votação nominal dos 513 deputados, que há possibilidade dessa PEC ser aprovada”, completou o deputado.

A proposta é criticada por especialistas e pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso, que vê um retrocesso no sistema eleitoral do país.

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