O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, participa da solenidade de abertura da 13ª Jornada Lei Maria da Penha

Após Moro criticar Bolsonaro, o ex-juiz e André Mendonça batem boca no Twitter

Sergio Moro, ex-ministro da justiça fez uma publicação na qual criticava o governo de Jair Bolsonaro pelo demora em iniciar a vacinação no Brasil

O ex-ministro da justiça Sergio Moro e o atual chefe da pasta, André Mendonça, bateram boca na noite dessa segunda-feira (28), por meio de mensagens publicada no Twitter. Moro criticou a atuação do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) no combate à pandemia da Covid-19.

Vários países, inclusive da América Latina, já estão vacinando seus nacionais contra a covid-19. Onde está a vacina para os brasileiros? Tem previsão? Tem presidente em Brasília? Quantas vítimas temos que ter para o governo abandonar o seu negacionismo?”, escreveu Moro.

Após a publicação de Moro, André Mendonça publicou mensagem na qual criticou Moro, dizendo que o ex-juiz, enquanto ministro “entregou tão pouco”.

“Vi que @SF_Moro perguntou se havia presidente em Brasília? Alguém que manchou sua biografia tem legitimidade para cobrar algo? Alguém de quem tanto se esperava e entregou tão pouco na área da Segurança?”, respondeu André Mendonça.

“Quer cobrança? Por que em 06 meses apreendemos mais drogas e mais recursos desviados da corrupção que em 16 meses de sua gestão?”, acrescentou o atual ministro da Justiça.

Logo em seguida, Moro rebateu o atual ministro dizendo que ele não teve autonomia nem de escolher o diretor da Polícia Federal.

“Ministro, o senhor nem teve autonomia de escolher o Diretor da PF ou de defender a execução da pena da condenação em segunda instância (mudou de ideia?), então me desculpe, menos. Faça isso e daí conversamos”.

Mendonça respondeu Moro. Ele afirmou que defendeu “a execução da pena a partir da condenação em 2ª instância” e que apoia o atual diretor da PF, Rolando Alexandre, “até porque sua gestão tem resultados muito melhor que a anterior”.

“Agora, se não por mim, mas por sua biografia e pelo povo brasileiro: por que sua gestão tem resultados bastante inferiores aos da minha gestão?”, acrescentou.

Mendonça questionou Moro por escolher trabalhar como consultor para Alvarez & Marsal, que já faturou R$ 17,6 mi com o processo de recuperação judicial do grupo Odebrecht.

“Trabalho não para dar entrevistas, para dar mais resultados que opiniões, para tirar menos fotos, para tirarmais recursos do crime organizado. É salutar para o país comparar gestões. Vamos?”  

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