Baleia Rossi, candidato à presidência da Câmara, não descarta possibilidade de impeachment de Bolsonaro

Rossi diz que a Câmara não pode abrir mão de nenhuma prerrogativa e que trabalhará respeitando as opiniões de todos

O deputado Baleia Rossi (MDB-SP), candidato a presidente da Câmara dos Deputados, não descarta a possibilidade de aceitar pedidos de impeachment do presidente Bolsonaro (sem partido). Rossi disse nessa segunda-feira (11) que o impeachment será tratado “com muita clareza e objetividade” e “dentro do que manda a Constituição”. “É prerrogativa do Parlamento e nós não podemos abrir mão de nenhuma prerrogativa”. Baleia falou em Florianópolis (SC), onde esteve com deputados locais para pedir votos.

Essa afirmação foi dada após cobrança da cúpula do PT, que questionou declarações do deputado sobre o assunto. A deputada federal Gleise Hoffmann (PT), mostrou que para Rossi ter o apoio do partido de esquerda é preciso que ele “analise denúncias de crimes do presidente da República”.

Segundo Rossi, sua candidatura quer garantir uma Câmara que respeita as diferentes opiniões. “A minha candidatura não é de oposição, mas sim uma candidatura que defende a independência da Câmara Federal. A sociedade espera mais liberdades. Nós respeitamos as instituições e respeitamos a ciência”.

Correligionários dos partidos ouvidos pelo Estadão disseram que o discurso “apaziguador”, longe de polêmicas, pode favorecer Rossi. O maior desafio será conseguir o consenso entre outros 10 partidos que apoiam na disputa: DEM, PT, PSL, PSB, PDT, PCdoB, PSDB, PV, Cidadania e Rede. Se a fidelidade desses partidos fosse garantida, Rossi teria 281 votos, dos 256 votos necessários para a vitória.

“O bloco tem várias ideologias, o fato da presença de Baleia ser simbolizada pela Câmara livre atende os anseios da sociedade e dos partidos”, afirmou Carlos Chiodini (MDB-SC).

Reforma tributária

Rossi destaca a reforma tributária como agenda prioritária para a retomada da economia brasileira. “A proposta mais madura para que a economia reaja é a votação da reforma tributária. É uma das reformas vitais para o Brasil para gerar emprego e renda, para devolver a esperança da população, hoje, de 14 milhões de desempregados. E a agenda social também, [deve] buscar o fortalecimento de ações sociais dentro do teto [de gastos], neste momento em que a população passa por dificuldade”, afirmou.

Print Friendly, PDF & Email