Cerimônia de diplomação do presidente eleito, Jair Bolsonaro, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Bolsonaro afirma que eleições de 2014 foram fraudadas

“Nosso levantamento, feito por gente que entende do assunto, garante que sim. Não sou técnico de informática, mas foi comprovado fraude em 2014″, disse Bolsonaro em entrevista à Rádio Guaíba

Nesta quarta-feira (7), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) defendeu a implementação do voto impresso. Em entrevista à Rádio Guaíba, de Porto Alegre, Bolsonaro afirmou que o seu lado “pode não aceitar o resultado” das eleições de 2021.

“Eles vão arranjar problemas para o ano que vem. Se esse método continuar aí, sem inclusive a contagem pública, eles vão ter problema, porque algum lado pode não aceitar o resultado. Esse lado obviamente é o nosso lado, pode não aceitar esse resultado. Nós queremos transparência. […] Havendo problemas, vamos recontar”.

O chefe do Executivo voltou a falar que irá apresentar provas de que o sistema eleitoral é passível de fraude e que venceu o pleito de 2018 em primeiro turno.

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Bolsonaro afirmou que, em 2014, na disputa entre Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB), Aécio foi o vencedor das eleições.

Voto impresso

Em maio de 2021, o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), determinou que uma comissão especial fosse criada para discutir a PEC do voto impresso.

O colegiado tem 34 titulares e 34 suplentes e é responsável por analisar o mérito do texto. Se aprovado, segue para votação no plenário da Câmara.

A PEC é de autoria da deputada Bia Kicis (PSL-DF) e teve a constitucionalidade aprovada em dezembro de 2019, pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa.

A proposta prevê a inclusão de um artigo na Constituição Federal para que, “na votação e apuração de eleições, plebiscitos e referendos, seja obrigatória a expedição de cédulas físicas, conferíveis pelo eleitor, a serem depositadas em urnas indevassáveis, para fins de auditoria”.

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