Bolsonaro dá posse a seis novos ministros em evento reservado

Bolsonaro dá posse a seis novos ministros em evento reservado

Presidente tem feito cerimônias fechadas sem a presença da imprensa. Deixaram o governo Ernesto Araújo, Azevedo e Silva e José Levi. Outros novos integrantes foram nomeados ou remanejados

Na manhã desta terça-feira (6), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) empossou, na Sala de Audiência do Palácio do Planalto, seis novos ministros de Estado. O governo adotou como práticas nas últimas semanas fazer eventos fechados para a posse de novos ministros. A cerimônia contou com a participação de parlamentares, como o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), os líderes do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR), e no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), e o presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira (PP-PI).

Com a reforma ministerial houve mudança na Advocacia-Geral da União (AGU), nos ministérios da Justiça, das Relações Exteriores e da Defesa, Secretaria de Governo da Presidência e Casa Civil.

André Mendonça deixou a Justiça e voltou à AGU. No lugar dele, assume o delegado de Polícia federal Anderson Torres. No Itamaraty, no lugar de Ernesto Araújo, o diplomata Alberto Franco França assume o comando.

Leia também:  Bolsonaro ironiza o termo “genocida” e critica medidas restritivas mesmo com mais de 4 mil mortes diárias

O general Fernando Azevedo e Silva deixa o Ministério da Defesa. No lugar dele, Walter Souza Braga Netto, que deixa a Casa Civil. A Secretaria de Governo terá como titular a deputada federal Flávia Arruda (PL-DF), que assume o lugar de Luiz Eduardo Ramos, que vai para a Casa Civil.

Os que deixaram o governo foi Araújo, Azevedo e Silva e José Levi, este que exercia cargo de advogado-geral da União. Os demais foram apenas remanejados para outras pastas.

Discurso

O novo ministro da Casa Civil, Luiz Eduardo Ramos, afirmou que o grande articulador político do governo “foi, é e sempre será Jair Bolsonaro”.

“Presidente, em mais de uma oportunidade me disse com grande sinceridade que, na realidade, o grande articulador político deste governo foi, é e sempre será Jair Bolsonaro. Eu estava apenas como um auxiliar aprendendo sempre e me surpreendendo com a sua perspicácia e, como o Braga Netto sempre lembra, de um timing político inigualável”, disse ele em discurso.

“Procurei, como ministro da Secretaria de Governo, que estou deixando hoje, seguir suas orientações e diretrizes e, principalmente, me valer de sua larga experiência parlamentar de 28 anos como deputado federal combativo e determinado. E essa sua experiência sempre me trouxe orientações e mostrou a decisão correta a ser adotada em momentos muito críticos”.

Anderson Torres, novo titular da pasta da Justiça, sublinhou que a justiça e segurança pública “são a espinha dorsal da paz e da tranquilidade da nação, principalmente, quando se passa por uma crise sanitária mundial, como a que vivemos, e que impacta a economia e a qualidade de vida dos cidadãos”. Segundo ele, “nesse momento, a força da segurança pública tem que se fazer presente, garantindo a todos um ir e vir sereno e pacífico”.

Walter Braga, novo ministro da Defesa, falou sobre a atuação à frente da Casa Civil. Segundo ele, a pasta “facilita o trabalho dos ministérios e conseguiu soluções que estavam paradas há vários anos por divergências, muitas vezes, de dois, três ministérios”.

Flávia Arruda, da Secretaria de Governo, declarou que é “uma enorme honra e responsabilidade assumir o ministério encarregado das relações entre o Poder Executivo e o Poder Legislativo num momento tão crucial da história do país”.

A ministra assinalou que “a hora é de diálogo, de compreensão, de solidariedade e de trabalho pelo Brasil”. Flávia disse, ainda, que trabalhará na busca “de pontos de convergências que permitam avançar nas soluções para o país”.

André Mendonça apresentou uma prestação de contas de quase um ano como titular do MJSP e frisou que a AGU é uma instituição essencial à Justiça e ao Estado brasileiro, e que seus servidores “devem e estarão empenhados em garantir o desenvolvimento do país, a não criminalização da política e o respeito às instituições”.