Bolsonaro dá sinais de afastamento de ala mais radical

A saída de Bia Kicis tem representado o distanciamento do presidente de seus apoiadores no Legislativo

Com a saída de Bia Kicis da vice-liderança do governo, o presidente dá sinais de que se afasta da ala mais radical de seus apoiadores no Legislativo. 

A destituição pode prenunciar mais mudanças, que alcançariam o líder do governo, major Vitor Hugo (PSL-GO), na função desde janeiro do ano passado. Ao longo da última quinta-feira (23/7), o nome do deputado Ricardo Barros (PP-PR) voltou a circular como cotado para assumir o comando da base. Ao Correio Braziliense, o parlamentar paranaense negou. “Não há conversas. O Vitor Hugo é o líder, o cargo está ocupado. É especulação”, garantiu.

O governo tem buscado fazer nessas mudanças que agora alcançam com mais força o Congresso Nacional. Outro deputado do Centrão, que pediu para não ser identificado, salientou que o núcleo ideológico perderá espaço, pois o Planalto se convenceu de que deve ser “pragmático” nas relações dentro do Congresso.

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