O presidente Jair Bolsonaro fala à imprensa após reunião com o ministro da Economia, Paulo Guedes, no ministério.

Bolsonaro descarta prorrogação do auxílio emergencial e promete acelerar calendário de privatizações em 2021

Ao lado do ministro da Economia, Paulo Guedes, Bolsonaro disse a investidores estrangeiros que 2021 será um ano de privatizações

Em Conferência de Investimentos na América Latina promovida pelo banco Credit Suisse, nesta terça-feira (26), Jair Bolsonaro afirmou que seu governo vai respeitar o teto de despesas e descartou a prorrogação do auxílio emergencial. Ao lado de Bolsonaro estava o ministro da Economia, Paulo Guedes, e o titular da pasta das Relações Exteriores, Ernesto Araújo.

“Não vamos deixar que medidas temporárias relacionadas com a crise se tornem compromissos permanentes de despesa, nosso objetivo é passar da recuperação baseada no apoio ao consumo para um crescimento sustentável”, disse Bolsonaro, por videoconferência.

Em seu discurso para investidores estrangeiros, Bolsonaro prometeu acelerar o calendário de privatizações, sem citar quais seriam as primeiras da lista, e disse que o ambiente para se colocar dinheiro no país será bastante favorável em 2021.

“Pretendemos acelerar os leilões de concessões e privatizações, em especial no âmbito do Programa de Parcerias e Investimentos, o PPI, que tem uma carteira de projetos estratégicos de longo prazo, baixo risco e com taxas de retorno atraentes e estáveis”, disse Bolsonaro 

“Em 2021, vamos acelerar o calendário de privatizações e dar continuidade às medidas de aperfeiçoamento do ambiente de negócios. Queremos regulamentos mais simples e menos onerosos para destravar o imenso potencial do Brasil e facilitar o trabalho da iniciativa privada.”, completou o presidente.

Após o pronunciamento de Bolsonaro, Paulo Guedes voltou a dizer que a economia brasileira surpreende o mundo e que a gestão atual está preparara para novos aumentos de casos de Covid. 

“Se a pandemia faz uma segunda onda e ficamos aí com 1.500, 1.600 mortes, saberemos agir com o mesmo tom decisivo como agimos no ano passado. Mas temos que observar se esse é o caso e se, ao contrário, as mortes descem, a vacinação em massa entra e a economia está de novo circulando, o correto é prosseguir com as reformas”, analisou Guedes.

Sobre o auxilio emergencial, Guedes afirmou que em vez de pagar o benefício, o governo pode adotar o protocolo da crise, congelando gastos e aumentos de salários durante o avanço da doença.

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