Bolsonaro diz que não vai sancionar fundo eleitoral de R$ 5,7 bilhões

Segundo Bolsonaro, esse valor é “astronômico” e poderia ser mais bem empregado em obras de infraestrutura

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse em entrevista à TV Brasil, que foi ao ar na noite de segunda-feira, que não sancionará fundo eleitoral de R$ 5,7 bi de reais aprovado pelo Congresso Nacional na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).

“É uma cifra enorme que, no meu entender, está sendo desperdiçada, caso seja sancionada”, afirmou. “Posso adiantar para você que não será sancionada”.

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O texto do relator, deputado federal Juscelino Filho (DEM-MA), aumentou o valor do fundo de R$ 1,7 bi para R$ 5,7 bi. Bolsonaro disse que não tem obrigação de provador tudo o que vem do Legislativo.

“Tenho que conviver em harmonia com o Legislativo. Nem tudo o que eu apresento ao Legislativo é aprovado, e nem tudo o que o Legislativo aprova eu tenho obrigação de aceitar. A tendência nossa é não sancionar, em respeito ao trabalhador e ao contribuinte brasileiro”, falou.

O recurso foi criado após a proibição do financiamento privado, em 2015, pelo STF (Supremo Tribunal Federal), sob o argumento de que as grandes doações empresariais desequilibram a disputa eleitoral.

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Entre os principais partidos beneficiados pelo fundão, estão o PSL, ex-partido de Bolsonaro, e o PT, donos das maiores bancadas do Congresso.

No domingo, após receber alta do hospital em São Paulo onde tratou uma obstrução intestinal, Bolsonaro criticou o valor aprovado para o fundo eleitoral e o vice-presidente do Congresso, deputado Marcelo Ramos (PL-AM), responsabilizando-o pela aprovação do montante para as campanhas do ano que vem.

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