Bolsonaro diz que prorrogação do auxílio emergencial está sendo discutida

Bolsonaro diz que prorrogação do auxílio emergencial está sendo discutida

Em reunião no Ministério da Educação, Jair Bolsonaro falou sobre prorrogação do auxílio emergencial e novo apoio a municípios

Nesta quarta-feira (10), o presidente Jair Bolsonaro visitou o Ministério da Educação e cumpriu agenda com prefeitos e o ministro da Educação, Milton Ribeiro. Na ocasião, Bolsonaro falou que está sendo discutida a volta do auxílio emergencial e que o governo poderá dar novo apoio a municípios neste ano.

A reunião foi breve e durou cerca de 20 minutos, pois não estava prevista em sua agenda oficial. O presidente afirmou que foi deixado de lado nas escolhas em relação às decisões de enfrentamento à covid-19.

“Cada um tem o seu pensamento sobre como deve ser tratada a pandemia. E a decisão das medidas na ponta da linha é dos governadores e prefeitos. O presidente foi deixado de lado em grande parte das suas atribuições, a não ser mandar recursos e meios, o que nós fizemos. Se for preciso, nesse ano, a gente vai continuar com esse atendimento a vocês.”, ressaltou Bolsonaro.

Sobre o auxílio emergencial, o presidente disse que o dinheiro não está sendo retirado do cofre, é endividamento. A equipe econômica discute a prorrogação do benefício em 2021. Uma das propostas é o pagamento de três parcelas de R$ 200, que serão concedidas a trabalhadores informais que não recebem o Bolsa Família.

As despesas públicas em função da pandemia do novo coronavírus, causou a 2020 R$ 6,615 trilhões em dívidas. “A arrecadação esteve praticamente equivalente no município tendo em vista o auxílio emergencial, que volta a ser rediscutido. Não é dinheiro que eu estou tirando do cofre, é endividamento. Isso é terrível também”, pontuou.

Bolsonaro pediu que os prefeitos não adotem novas medidas de contenção do novo coronavírus, segundo ele será necessário que a população aprenda a viver com o vírus, pois novas cepas já estão surgindo. “Quem puder abrir, abra o comércio. Vejo alguns municípios protestando contra o respectivo governador”.

“Vamos ter que conviver com esse vírus, não adianta falar que passando o tempo vai resolver. Estão vendo que não vai. Novas cepas estão aparecendo. Agora, o efeito colateral do tratamento inadequado mata mais gente do que o vírus em si.”, admite.