Bolsonaro quer colocar em votação excludente de ilicitude

O presidente Jair Bolsonaro também prometeu baixar na semana que vem mais três decretos facilitando o uso de arma no país

Na manhã desta quinta-feira (4), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) anunciou já ter um acordo com os presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e do senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), para colocar em votação o excludente de ilicitude para evitar processos contra policiais em operação.

“Eu pretendo botar em votação, já acordado e conversado com os presidentes da Câmara e do Senado – e vai passar pelo Parlamento –, o excludente de ilicitude. O policial em operação tem que ter uma garantia e quem manda as Forças Armadas para a rua numa GLO [operação de Garantia da Lei e da Ordem] sou eu. Quem bota na rua a Polícia Militar é o governador Ratinho [do Paraná]”, defendeu Bolsonaro.

Bolsonaro não foi atendido pelos ex-presidentes das duas Casas pela votação da matéria. Com os novos presidentes, aliados de Bolsonaro, o mandatário pretende avançar com esse projeto e as demais matérias da agenda.

“Eu tenho certeza de que o Parlamento, muito bem representado aqui por praticamente 20 deputados federais e dois senadores do Paraná e de Santa Catarina, saberá aperfeiçoar esse projeto e aprová-lo para o bem de todos nós”, concluiu.

Armas

Bolsonaro entregou aos presidentes da Câmara e Senado uma série de projetos considerados prioritários pelo governo. Entre eles estão propostas que ampliem posse e porte de armas.

“Arma é um direito de vocês. Arma evita que o governante de plantão queira ser ditador. Eu não tenho medo do povo armado. Muito pelo contrário, me sinto muito bem de estar ao lado do povo de bem armado em nosso Brasil”, adiantou.

Na pauta de costumes, o governo Bolsonaro que ver aprovado o projeto que amplia a liberação do porte de armas para os chamados CACs (Colecionadores, Atiradores Esportivos e Caçadores). Esse grupo constitui uma das bases de apoio do presidente.

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