Bolsonaro volta a criticar isolamento social e diz estar preocupado com problemas sociais em 2022

Bolsonaro volta a criticar isolamento social e diz estar preocupado com problemas sociais em 2022

Presidente elogia tratamento precoce adotado em Chapecó (SC), sem eficácia comprovada e diz estar preocupado com “problemas sociais gravíssimos” nas eleições de 2022, sem especificar quais seriam

Em visita a Chapecó (SC) após elogiar o tratamento precoce contra a Covid-19 implantado pelo prefeito local, João Rodrigues, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a criticar nesta quarta-feira (7) medidas de isolamento social e a defender medidas sem eficácia comprovada contra a doença.

Logo que assumiu em janeiro, Rodrigues montou em Chapecó um ambulatório especializado no chamado “tratamento precoce”, com indicação de remédios como ivermectina e azitromicina em pacientes com Covid-19. As substâncias não têm eficácia contra a Covid-19.

Ele também liberou eventos na cidade, como aniversários, batizados, casamentos e festas. Também ampliou o horário de funcionamento de bares e autorizou apresentações musicais.

“Desde o início [da pandemia] eu digo: temos um problema, o vírus e o desemprego. E as medidas ora anunciadas […] não podem ter efeito colateral mais danoso que o próprio vírus. Eu acho que sou o único líder mundial que apanha isoladamente. O mais fácil é ficar do lado da massa, da grande maioria, se evita problemas, não é acusado de genocida, não sofre ataques por parte de gente que pensa diferente de mim. O nosso inimigo é o vírus, não o presidente, a governadora ou o prefeito”, afirmou.

Após a explosão de casos, a prefeitura restringiu comércio e serviços no município, que permaneceu durante semanas sem leitos de UTIs e teve que transferir pacientes para outros estados. O lockdown “parcial” durou 14 dias.

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Além disso, Bolsonaro afirmou que tem conversado com as Forças Armadas sobre as eleições do próximo ano.

Ele disse estar preocupado com “problemas sociais gravíssimos” durante o pleito. Ele cobrou informações sobre efetivo para conter uma suposta crise.

“Eu temo por problemas sociais gravíssimos no Brasil. Converso com as nossas Forças Armadas. Se eclodir isso pelo Brasil, o que nós vamos fazer? Temos efetivo para conter a quantidade de problemas que podemos ter pela frente?”, destacou.

Apesar da preocupação com relação às eleições de 2022, o chefe do Executivo disse que está se “lixando” para a disputa.  “O que nós devemos fazer para evitar isso daí? Como nos preparar? Não é hora de ver biografia. Tô me lixando pra 22, vai ter uma pancada de candidatos”, afirmou.

Bolsonaro afirmou que não vai usar os militares para tirar as pessoas da rua. “Não vai ter lockdown nacional. Como alguns ousam dizer por aí que as Forças Armadas deveriam ajudar alguns governadores nas suas medidas restritivas, o nosso Exército brasileiro não vai à rua para manter o povo dentro de casa”.