Brasilenses fazem estoque de seringas temendo a falta e presidente do Sincofarma adverte que não é necessário

Licitação do Ministério da Saúde fracassou, o que assustou muitos moradores do DF, que resolveram adquirir o produto por conta própria

Segundo informações do Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos do Distrito Federal (Sincofarma-DF), por medo da escassez de seringas para a vacinação contra a Covid-19, brasilienses estão fazendo estoque do material.

O presidente da entidade, Francisco Messias, assegurou ao jornal Metrópoles que não há necessidade de estoque ou de corrida por seringa. “Estamos acompanhando todas as negociações e o planejamento, inclusive do GDF. Não vai faltar seringa”.

De acordo com Messias, o problema na compra do produto foi para grandes lotes.  “As pessoas têm procurado as farmácias para comprar suas seringas e levar na hora de tomar a vacina. Porém, isso não é necessário”.

No domingo (3), o Ministério da Saúde proibiu a exportação de seringas e agulhas após fracassar ao tentar garantir a compra de 331 mi de unidades dos insumos para fazer a imunização da população contra o vírus, que já matou 196,5 mil pessoas no país.

No dia 29 de dezembro, a pasta conseguiu garantir apenas 7,9 mi do material, o que corresponde a 2,4% do total previsto para a compra.

A compra de seringas e agulhas costuma ser feita por estados e munícipios. Porém, durante a pandemia, o ministério decidiu centralizar estes insumos. A previsão do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, é que se inicie a vacinação contra o vírus no país entre 20 de janeiro e 10 de fevereiro.

DF

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal informou ter iniciado a compra de pelo menos 4,8 mi de seringas, que serão usadas na campanha de imunização contra a Covid-19. A pasta havia adquirido 2 mi de unidades do item necessário para a aplicação do imunizante.

Apesar do cenário favorável, o Executivo local ainda não definiu a data do início da vacinação contra a Covid-19 no DF.

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