Caçada a Lázaro mostra que eficiência da polícia pode melhorar

Mobilização de mais de 270 policiais mostra que houve um empenho muito grande de recursos humanos e financeiros para a captura de um único criminoso

Após força-tarefa com mais de 270 agentes, Lázaro Barbosa, suspeito de matar uma família em Ceilândia, no DF, foi morto. Foragido havia 20 dias, o suspeito deu trabalho para os policiais. Então, fica o questionamento… a polícia está realmente preparada para certos tipos de operações?

Não há dúvidas sobre o que a população queria com relação ao crime de Lázaro. O tal do “bandido bom é bandido morto”. Nos últimos dias foi descoberto que Lázaro estava sendo abrigado e alimentado por pessoas da região de Goiás.

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O que motivou o criminoso a cometer essas atrocidades? Está claro que havia uma motivação maior. Lázaro foi morto sem ter tempo de dar maiores explicações sobre outros suspeitos, que poderiam estar envolvidos no crime. Seria ele um matador de aluguel dos fazendeiros ali das redondezas e estava apenas cumprido ordens? Agora, só resta esperar para saber o desfecho dessa história.

O que me leva a outra questão. A polícia está realmente bem preparada? Pois um homem sozinho no meio da mata conseguiu ficar tantos dias foragido. E logo após ser encontrado foi morto no tal “confronto com a polícia”.

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O que salta aos olhos é a quantidade de policiais envolvidos para capturar um único criminoso, enquanto a polícia dizia que ele tinha muita experiência nas áreas rurais da região. Apesar de helicópteros, drones, cães farejadores, envolvimento das polícias, o tempo de 20 dias para a captura nos mostra que há muito a ser trabalhado para melhorar a eficiência em operações similares.

No país, a lei é muito permissiva com relação aos detentos. Por exemplo, um acusado ganha uma pena de 30 anos, mas após 10 anos ganha a progressão de regime. E muitas vezes recebem benefícios como os chamados “saídões”, que provocam a fuga de muitos presos. O que é necessário é uma revisão no código penal e no código processual penal para que os presos condenados realmente cumpram as penas integralmente, sem benefícios de “saídões”, e que pessoas completamente inaptas de viverem em sociedade, como Lázaro nunca possam ser soltos para voltarem a cometer crimes.

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Há que ressaltar, no entanto, que o trabalho dos policiais deve ser valorizado, pelo risco que correm e pela determinação em executarem seus objetivos. Porém, imagina-se que os policiais devem ficar frustrados ao verem bandidos por eles presos serem soltos pela justiça, após alguns anos.

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