‘Casos pequenininhos de corrupção podem acontecer em qualquer governo’, diz Olavo de Carvalho

Escritor admite que a investigação sobre o esquema de rachadinha no caso Flávio/Queiroz é corrupção.

Em recente entrevista para a BBC Brasil, Olavo de Carvalho admite corrupção no caso Queiroz. O foco de tensão policial no inquérito seria a apuração de Fabrício Queiroz -amigo pessoal do presidente e ex-chefe de gabinete de seu filho, Flávio Bolsonaro-  e operava um esquema de “rachadinhas”, segundo investigadores, assessores eram empregados de fachada e devolviam o dinheiro público que recebiam como salário para Queiroz. 

“Em primeiro lugar, o Queiroz não é filho do Bolsonaro, o Queiroz foi um chofer do cara! Então eu tenho um chofer que é ladrão e eu sou o culpado agora?”, questiona Olavo.

CORONAVÍRUS

Em relação a pandemia de coronavírus, o escritor é contra as medidas de isolamento social e ao uso de máscara. Olavo chega a duvidar da contabilidade das mortes ao redor do mundo que sejam realmente causadas pelo vírus. Ao falar sobre a cloroquina ele não se estende, medicamento defendido por Bolsonaro como eficaz contra a covid-19, mesmo sem comprovação científica.

“O nível de cura é imenso. No Brasil, o sucesso da cloroquina está mais do que comprovado”, diz.

Durante a entrevista Olavo foi chamado por Bolsonaro e pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, de “o líder da revolução”, afirmou ainda que a indicação de Regina Duarte para a secretaria da Cultura foi um erro, mas se disse orgulhoso da atuação do ministro Ernesto Araújo, que ele também indicou. Na última quarta-feira, Regina Duarte deixou o cargo após semanas de ‘fritura’ pelas redes sociais bolsonaristas.

 Olavo  falou que a Constituição Federal é “um documento de merda” e disse que uma invasão de militantes direitistas ao STF não seria um ato antidemocrático. Acusou a imprensa de ser comunista e que usa técnicas da KGB, o antigo serviço secreto soviético.

Veja, eu saí do Brasil para ajudar o Brasil. Me inspirei numa frase do Lênin. “As revoluções se fazem no exterior.” Tudo que eu tentei fazer no Brasil deu errado. Eu saí pra cá e deu tudo certo. Eu obtive essa imensa audiência que eu tenho hoje. Eu obtive aqui. Com meu programa, com meus artigos. O Lênin estava certo. Ele também passou a maior parte do tempo fora da Rússia, não era idiota, conclui Carvalho.

Com informações da BBC Brasil

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