CEB deve ser privatizada na Bolsa de Valores de SP hoje

O lance para a privatização da CEB Distribuição é de R$ 1,42 bi. Três empresas estão na disputa e cada lance será R$ 15 mi superior ao anterior

A CEB Distribuição, subsidiária da Companhia Energética de Brasília (CEB), vai a leilão na Bolsa de Valores de São Paulo nesta sexta-feira (4). A privatização da CEB foi aprovada em uma assembleia, com 6.998.430 votos a favor e 1.058 indicações contrárias.  A empresa que será vendida é uma subsidiária da CEB Holding, que controla integralmente a CEB Distribuição, CEB Geração e CEB Participações. Trata-se da primeira privatização no Distrito Federal.

Concorrentes

Equatorial – Com sede em Brasília, o grupo Equatorial atua na distribuição de energia em quatro estados: Alagoas, Maranhão, Piauí e Pará. No total, responde pelo fornecimento de energia a 10% dos consumidores e detém 6,5% do mercado. Também opera na geração de energia e no sistema de telecomunicações.

Neoenergia – A Neonergia, controlada pela espanhola Iberdrola, tem como acionistas a Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil (PREVI) e o Banco do Brasil Investimentos. A empresa tem 13,7 milhões de clientes distribuídos pelos estados da Bahia, de Pernambuco, do Rio Grande do Norte e, em cidades do interior de São Paulo, por meio da Elektro. Com forte atuação no segmento de fontes renováveis, a Neoenergia possui parques eólicos na Bahia, no Rio Grande do Norte e na Paraíba e uma usina solar em Fernando de Noronha (PE).

CPFL – CPFL tem a sua origem em São Paulo. Foi privatizada pelo governo de São Paulo nos anos 2000. Hoje, é controlada pela chinesa State Grid, que opera em vários países, como Austrália, Filipinas, Geórgia, Grécia, Hong Kong, Itália, Portugal e Brasil. Atua no Brasil desde 2010 e está presente em 12 estados. Também opera na geração de energia.

O valor mínimo de privatização da CEB Distribuição foi fixado em 1,24 bi. Será uma concorrência lance a lance, subindo cada vez em R$ 15 milhões, até que o martelo do vencedor seja batido.

O leilão é para alienar 100% das ações da CEB. Somente uma empresa pode levar o lote único. A regra é simples: como todas já atenderam os requisitos para participar, vence quem der o maior lance.

Processos

A privatização foi alvo de questionamentos em várias instâncias do Judiciário e no Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF). Deputados e senadores apontaram que a venda deveria passar por análise da Câmara Legislativa (CLDF), mas o entendimento judicial e do TCDF foram contrários.  

Na justiça do DF, as batalhas também foram vencidas pelo governador Ibaneis Rocha (MDB). Ele pretende destinar o dinheiro arrecadado na venda da empresa na área social. Como o GDF detém 80% das ações, o governador do DF, terá mais de 1 bi para aplicar em investimentos.

Na CEB, hoje, são cerca de 900 funcionários, com salários e benefícios altos. Um eletricista  pode ganhar cerca de R$ 22 mil entre renda e vantagens acumuladas. O valor é acima dos pagos por empresas privadas. O presidente da CEB, Edison Garcia; o secretário da Economia, André Clemente; e o presidente do Banco de Brasília, Paulo Henrique Costa, irão acompanhar pessoalmente o processo de venda na capital paulista.

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