Acesso internet celular

Celular, item indispensável para trabalhar e estudar em tempos de pandemia

Pesquisa divulgada por Agência Brasil, afirma que o maior meio de trabalho e estudo nos dias atuais é o celular

O celular com o passar do tempo virou um item indispensável para muitas pessoas, o início da pandemia trouxe muitas mudanças, para estudantes que tiveram que começar a acompanhar as aulas virtuais, e para trabalhadores que agora migraram para a internet.

Uma pesquisa divulgada hoje (5), aponta que, a maioria dos estudantes usa celular, outra parte notebooks e a menor porcentagem utiliza computadores de mesa. Entre os trabalhadores o celular ainda é o maior meio utilizado para realização de serviços.

Porém, mesmo que o celular seja uma grande ajuda para ampliar o acesso à internet, pessoas que possuem outros meios conseguem ter melhores oportunidades de realização de trabalho e ensino. “Aqueles que contam com computador em casa, que contam com tablet e uma diversidade maior de dispositivos têm melhores oportunidades de realização desse trabalho ou desse ensino remoto”, de acordo com a analista de informação no Centro de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br), vinculado ao CGI.br, Daniela Costa. Outros fatores que agravam o uso de celular são as diferenças entre classes. Pessoas que estão nas classes D e E utilizam mais seus celulares, que as classes A e B, pois percebe-se que pessoas das classes A e B, costumam usar notebooks, tablets, entre outros.

O levantamento da pesquisa voltada para os estudantes apresenta que 82% dos alunos acompanham as atividades escolares de forma remota. E 71% utilizam de sites, redes sociais e plataformas de videoconferência. Os problemas mais frequentes são dificuldades de tirar duvidas, falta de estímulo para estudar, internet de baixa qualidade e ainda existem aqueles que sofrem com a falta de recursos.

O estudo referente aos trabalhadores remotos mostra que uma pequena parte recebeu suporte técnico para hardware o software apenas 35%, essa mesma porcentagem diz ter recebido equipamentos para realizar esse trabalho. As ferramentas mais utilizadas foram redes sociais e aplicativos de mensagens, usados principalmente por profissionais de vendas.

“O teletrabalho, assim como o ensino remoto, não era uma prática muito disseminada entre as empresas e essa questão de ofertas para o funcionário de uma condição de desenvolvimento das atividades profissionais não fazia parte das preocupações das empresas”, afirma Daniela. “Mas, a partir desse momento, nas políticas todas, a gente passa a ter uma ênfase no usuário, não só na instituição. Agora vamos ter que ter políticas públicas que foquem no usuário, seja estudante ou funcionário, e no domicílio, porque grande parte das atividades acontece no domicílio”, finaliza.

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