Certificação internacional da Anvisa facilita liberação da vacina

Selo internacional obtido pela Anvisa possibilita rapidez na aprovação de um imunizante contra a Covid-19

Neste domingo (29), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), recebeu o selo internacional do Pharmaceutical Inspection Co-operation Scheme (PIC/s), que reconhece a excelência da empresa e facilita a homologação de uma vacina reconhecida pela Anvisa.

O certificado também possibilita tratados bilaterais e multilaterais entre as 53 agências constituintes do PIC/s, outros benefícios incluem a disputa pelos medicamentos avaliados e aprovados pela Anvisa, uma vez que a empresa esta avaliada como de alta qualidade, e a facilitação na exportação para outros países.

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Supervisão Internacional

A Anvisa possui uma equipe de fiscalização nas fábricas chinesas, que analisa as boas práticas ou se existe alguma “não conformidade” para que o imunizante seja liberado.

Começando pela Sinovac, responsável pela Coronavac, as avaliações seguem até sexta-feira e iniciam-se novas inspeções na Wuxi Biologics, fornecedora da matéria prima do imunizante realizado por Oxford e AstraZeneca. A Anvisa será a principal influência na liberação do registro da vacina fornecida por esses locais.

Depois de visitar cada estabelecimento a Anvisa elabora um relatório verificando os requisitos, “Foram verificados os requisitos técnicos dos bancos sementes e celulares (partículas virais e células hospedeiras utilizadas na fabricação da vacina), bem como outra parte da equipe dedicou-se à verificação dos requisitos técnicos aplicáveis aos procedimentos de amostragem de matérias-primas, qualificação de fornecedores, sistema de numeração de lotes e qualificação de transporte”, explicou a Anvisa, em nota.

Apesar dos avanços obtidos pela empresa brasileira, a Organização Mundial da Saúde (OMS), afirma que a situação no Brasil é preocupante e o aumento nos casos de Covid-19 é significativo. O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom, critica também a postura do presidente Jair Bolsonaro, “Alguns politizaram a origem do vírus, mas esta é uma questão técnica”, diz Tedros.

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