Chantagem e retaliação; Bolsonaro fala sobre derrota de PEC do voto impresso

Votaram a favor do voto impresso 229 deputados. Por se tratar de uma proposta de emenda à Constituição (PEC), eram necessários no mínimo 308 votos.

Na manhã desta quarta-feira (11), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em diálogo com apoiadores comentou sobre a derrota na Câmara dos Deputados, que rejeitou a proposta de emenda à Constituição (PEC) que implantaria o voto impresso.

Bolsonaro afirmou que parlamentares preferiram votar pela manutenção de urna eletrônica por “chantagem” e medo de “retaliação”.

“Quero agradecer à metade do Parlamento que votou favorável ao voto impresso. Parte da outra metade que votou contra entendo que votou chantageada. Outra parte que se absteve, dessa parte alguns ali também não votaram com medo de retaliação”, afirmou. “Então, com problemas essas pessoas resolveram votar lá com o ministro lá, presidente do TSE”.

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O chefe do Executivo disse também que o resultado das eleições de 2022 pode ser questionado.  “Hoje, sinalizamos para uma eleição que… Não é que está dividida. Uma eleição onde não vai se confiar no resultado das apurações”.

De acordo com ele, a conclusão é de que metade do Parlamento quer “eleições limpas, democráticas”. “A outra metade, não é que não queiram… Ali tem gente que foi pressionada, ficou preocupada em, ao votar conosco, ser retaliada. Um recado para todo mundo: a maioria da população está conosco, está com a verdade. Então, pessoal, se nós vivemos numa democracia, se está difícil lutar enquanto tem liberdade, depois que vocês perderem a liberdade vai ser impossível lutar”.

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Bolsonaro se referiu ao presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o ministro Luís Roberto Barroso, que atuou em defesa do sistema eletrônico de votações.

Voto impresso

Para ser aprovada, a PEC precisava de 308 votos no mínimo. O texto elaborado pela deputada Bia Kicis (PSL-DF) teve o apoio de apenas 229 deputados. Outros 218 deputados votaram contra a PEC, e um parlamentar se absteve.

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