Chega ao oitavo dia buscas por Lázaro, suspeito de matar família em Goiás

Os crimes cometidos por Lázaro podem somar mais de 320 anos de pena

Nesta quarta-feira (15), as buscas por Lázaro Barbosa Souza (32), suspeito de matar quatro pessoas de uma mesma família em uma chácara em Ceilândia, no Distrito Federal, entram no oitavo dia.

Lázaro invadiu uma fazenda que fica a cerca de 8km de Edilândia (GO). De acordo com informações, ele arrombou a porta, preparou comida e abandonou o local. O dono da propriedade informou aos vizinhos sobre a invasão na madrugada desta quarta-feira (16). Policiais continuam à procura do suspeito dentro da mata. “Ele entrou lá para fazer comida. Ainda quebrou a porta, mas não tinha ninguém. Ele pegou o que quis, a casa estava abastecida de comida. Dá a entender que ele estava muito tranquilo. Agora, está cheio de polícia. Helicóptero pousando lá em casa”, afirmou uma das vítimas, que preferiu não se identificar.

Leia também:
GDF prepara mais de 500 voluntários para o combate a violência contra a mulher

A criminóloga e escritora Ilana Casoy, que escreveu um roteiro sobre o caso de Suzane von Richtofen e é uma das especialistas em serial killers no país, ressalta que Lázaro “precisa ser parado”.

“Agora ele é um cara em fuga. Ele não está brincando, claro que ele vai atirar para matar. Temos que fazer perguntas neste momento, e não dar as respostas”.

Os crimes cometidos por ele chamaram a atenção de Ilana Casoy. Segundo a especialista, está claro que ele é uma pessoa perigosa. No entanto, para ela, ainda é cedo para traçar o perfil psicológico.

“Ele é um fugitivo e precisa ser parado, ser preso porque é um cara de alta periculosidade, de grande experiência e está matando no caminho. Não é hora de pensar se ele é um serial killer, se teve uma infância traumática ou não, se ele é frio, psicótico, esquizofrênico, psicopata”, diz.

Para a criminóloga, o foco neste momento é a prisão de Lázaro. Após este momento, ela ressalta que deve-se montar uma excelente estratégia de interrogatório para saber se ele cometeu outros crimes ainda não descobertos pela polícia.

“É uma pergunta que ele que vai ter que responder. Teve outros crimes? Outros corpos que não foram encontrados? Tem vítimas que podem ficar sem resposta, pessoas que perderam pai, filho, esposa? A única chance de resposta é ele contando, e a chance é com um bom interrogatório. Que o cara é um homicida, não resta dúvida. O nosso papel é apoiar as polícias para fazer um bom trabalho tático e prender o fugitivo”.

Troca de tiros

Leia também:
GDF prepara mais de 500 voluntários para o combate a violência contra a mulher

Na noite de segunda (14), ele trocou tiros com um caseiro na área de Cocalzinho (GO). O funcionário da propriedade rural teria atirado pelo menos oito vezes contra o suspeito, mas ele conseguiu fugir. Apesar do testemunho do caseiro, não há confirmação oficial se realmente ele saiu ferido do embate.

Print Friendly, PDF & Email