Ciclistas do DF se reúnem para pedir mais segurança nas ruas

O protesto está sendo organizado pela ONG Rodas da Paz, referente as mortes recorrentes de ciclistas.

Na tarde do dia 05 de Novembro, a partir das 13h00 , ciclistas e apoiadores da causa se reúnem em frente a praça do Buriti para protestar pela morte de ciclistas no trânsito do DF. Com expectativa de 200 manifestantes, o objetivo é chamar a atenção para o regulamento de trânsito e apresentar novas propostas para maior segurança dos ciclistas.

O organizador Rafhael Dornelles, deverá entregar um manifesto detalhado de todas as necessidades e propostas para que esse deficit na segurança seja suprido o mais rápido possível. Do início do ano até Setembro foram contabilizadas sete mortes fatais.

Essa onda de mortes deu-se no início dos anos 2000, ao todo foram 797 ciclistas mortos nas ruas da capital federal, a partir de 2016 o número de óbitos tiveram uma queda e não ultrapassaram de 22 incidentes fatais. Nos últimos dois anos a maioria das mortes aconteceram devido a colisão com outros veículos.

O professor de engenharia Civil e Ambiental da Universidade de Brasília (UnB), Paulo César Marques da Silva, acredita que a diminuição de casos fatais não estão ligados a baixa circulação por conta da COVID-19. Em sua fala ao Correio Brasiliense disse “É difícil comparar 2020 com qualquer ano, por conta da pandemia. Durante boa parte do ano, a redução na circulação de pessoas foi bastante significativa — e ainda agora não há uma normalidade, por mais que haja um maior relaxamento. Por outro lado, os acidentes que ainda ocorrem podem ser mais graves: as colisões podem ser mais fortes e intensas pelo uso de velocidades mais altas nas vias menos movimentadas. Mas é difícil fazer comparações”.

A visão politica para ciclistas e pedestres que o professor considera importante é que “precisa melhorar muito pensando no que a cidade é”. “Temos uma configuração do sistema viário que é hostil ao ciclista. As vias são relativamente largas em comparação com outras regiões do país e a relação entre veículos motorizados e bicicletas, ou mesmo pedestres, não são harmoniosas. Quem está de carro tende a considerar os espaços como exclusivos e empurram para fora outras formas de locomoção. Precisamos ter espaço de convivência, compartilhando o espaço. O direito é o mesmo.”

De acordo com ele uma das grandes vitórias para que os ciclistas possam transitar com segurança foram as ciclovias, que mesmo sendo na maioria das vezes precárias tem uma grande importância no DF “Considero uma vitória”, falou ao correio brasiliense.

Durante o protesto organizado pela ONG, uma carreata também será feita afim da colocação de uma “ghost bike” traduzindo para o português, bicicleta fantasma, no local onde ocorreu a morte de Cláudio Mariano de Souza, ciclista morto em Fevereiro de 2017. A causa foi absolvida, segundo o Juiz Nelson Ferreira, magistrado da 6ª Vara Criminal de Brasília, a mulher não teria culpa do acidente.

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