Sede da Polícia Federal em Brasília

Concurso da PF é publicado, são 1,5 mil vagas e salários iniciais variam de R$ 12 mil a R$ 23,7 mil

As vagas são para agente de polícia, escrivão, papiloscopista e delegado, o período de inscrição vai de 22 de janeiro a 9 de fevereiro, por meio do site da banca organizadora, o Cebraspe

Foi publicado nesta sexta-feira (15), no Diário Oficial da União (DOU) o edital do concurso público da Polícia Federal, São 1,5 mil vagas para agente de polícia, escrivão, papiloscopista e delegado. Os salários iniciais variam de R$ 12 mil a R$ 23,7 mil. As vagas são destinadas a candidatos que tenham nível superior.

O período de inscrição do certame vai das 10h00 do dia 22 de janeiro às 18h00 do dia 9 de fevereiro, por meio do site da banca organizadora, o Cebraspe. A taxa varia de R$ 180 a R$ 250, dependendo do cargo. As provas serão realizadas em todas as capitais do país, em 21 de março.

A expectativa da Polícia Federal é que os aprovados ingressem na academia em agosto e assumam os cargos até 31 de dezembro de 2021. Segundo Jair Bolsonaro, além das vagas já ofertadas, em 2022 poderão ser convocados mais 500 excedentes.

Além das provas objetivas e discursivas, a seleção conta com exame de aptidão física, avaliação médica e psicológica, prova oral e prova de digitação para os cargos de delegado e escrivão, respectivamente, avaliação de título e investigação social. Os que passarem por todas as etapas são convocados para o curso de formação, realizado no período de 10 semanas na Academia Nacional de Polícia, em Brasília.

Cotas

Em entrevista exclusiva ao Metrópoles, a diretora de Gestão de Pessoal da Polícia Federal, Cecília Franco, afirmou que uma das grandes mudanças do novo edital é a possibilidade de o candidato que optar pela concorrência por meio de cotas raciais ser aprovado na prova objetiva e discursiva, mas desclassificado na banca, justamente por não atender ao requisito racial. Nesse caso, o estudante poderá migrar para as vagas de ampla concorrência.

“Antes, se o candidato não fosse considerado negro, ele era eliminado do concurso, independentemente da nota alcançada na prova. Agora, vai poder mudar de classificação; em muitos casos, acabava sendo uma injustiça, porque a pessoa poderia ser a primeira colocada, mas não conseguia participar das demais etapas”, explicou a delegada Cecília Franco ao Metrópoles.

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