CoronaVac é incluída no plano de imunização

Nessa quarta-feira o Ministro da Saúde afirmou que a vacinação pode começar em fevereiro

Em Cerimônia no Palácio do Planalto, que aconteceu na manhã desta quarta-feira (17), o Ministério da Saúde anunciou o Plano de Imunização Nacional. O governo Bolsonaro incluiu a vacina CoronaVac no plano de vacinação, é foi avaliado como eficiente por especialistas. Mesmo que a data das aplicações ainda não tenha sido anunciadas.

Na formalidade Eduardo Pazuello acrescentou que quando a Fiocruz e o Instituto Butantan entregarem os resultados da fase três e as documentações das etapas um e dois em dezembro, a Anvisa deve fazer a análise em janeiro para ter os registros em meados de fevereiro. Anteriormente o ministro havia falado de vacinação em dezembro, depois janeiro e março.

A doutora em microbiologia pela USP e presidente do Instituto Questão de Ciência (IQC), Natalia Pasternak, não satisfeita em como a reunião foi organizada, afirmou que foi um péssimo exemplo a população, “Foi um péssimo exemplo para a população. Um evento presencial, que não precisava, com a maior parte dos representantes do governo sem máscara, cantando aglomerados, sem espaçamento, como se fosse ‘vida normal’. Quase dava para ver as gotículas contaminadas voando por ali”, reclamou.

Mesmo não tomando as medidas restritivas de forma correta, a especialista afirma que foi a primeira vez que Bolsonaro levou em consideração a vacina CoronaVac, “Esse foi o ponto alto do evento. Finalmente se referem à Coronavac como ‘a vacina do Butantã’ e colocam o instituto como um fornecedor de vacinas para o Ministério da Saúde, como sempre foi.” comemorou.

Segundo o plano, o Brasil vai adquirir às vacinas de Oxford, produzida e distribuída pela AstraZeneca, da Biontech/Pfizer, do Instituto Butantan, da Moderna, da Janssen e da empresa indiana Bharat Biotech.

A data de inicio das imunizações ainda não foi divulgado, pois o governo espera a aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e as datas dependem do registro oficial da agência. O Presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Renato Kfouri, apoia a decisão do governo.

“Ainda não temos vacinas licenciadas e nem submetidas a registro. Esse é um plano anterior, obviamente, e preparatório como deve ser. Mas o plano técnico está bem desenhado, as populações vulneráveis foram bem destacadas e as orientações do corpo técnico incorporadas.” afirmou Renato Kfouri.

O governo mesmo sem data definida para iniciar a vacinação, informou ao STF na última terça (15) que vai começar a campanha cinco dias após a liberação pela Anvisa. O objetivo de Bolsonaro é concluir a imunização em 16 meses, sendo que os quatro primeiros serão destinados a grupos prioritários, começando por trabalhadores da saúde.

“Se Deus quiser, em breve estaremos na normalidade”, disse o presidente da República, que estava sem máscara, assim como o ministro da Saúde.

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