Covid-19: DF recebe 5,8 mil doses da Pfizer

Segundo a Secretaria de Saúde do DF (SES-DF), as doses serão aplicadas em pessoas com comorbidades

Na noite dessa segunda-feira (3), o Distrito Federal recebeu o primeiro lote de vacinas da Pfizer/BioNTech contra a Covid-19, com 5.850 doses.

Os imunizantes desembarcaram no Aeroporto Internacional de Brasília por volta das 19h20 e foi encaminhado à Rede de Frio da capital, onde ficará armazenado.

De acordo com a Secretaria de Saúde do DF (SES-DF), as doses serão aplicadas em pessoas com comorbidades. A imunização dessas pessoas começa nesta terça-feira (4).

Leia também:
Covid-19: população do DF com mais de 70 anos está 100% imunizada

Essa vacina precisa ser armazenada em longos períodos a uma temperatura entre -65°C e -80°C. Segundo a SES-DF, uma análise da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) apontou que a vacina mantém as propriedades se ficar sob temperatura entre -15°C e -30°C por um período de até duas semanas, e de 2°C e 8°C por até cinco dias.

A Secretaria de Saúde afirma que “o ultracongelador da Rede de Frio Central tem capacidade de 570 litros e consegue armazenar até 40 mil doses de imunizantes”. A Universidade de Brasília (UnB) disponibilizou cinco “ultracongeladores” para manter a vacina.

Leia também:
Mortes de idosos por Covid-19 caem 85% no DF, após vacinação

Contrato

O governo federal assinou contrato para a compra de R$ 100 mi de doses da Pfizer para a entrega ao longo deste ano. Nesse momento, o governo está negociando para adquirir mais R$ 100 mi de doses.

Nesse primeiro momento, o Brasil recebeu 1 mi de vacinas da farmacêutica. Desses, 500 mil foram enviadas apenas às capitais das unidades da federação.

O Ministério da Saúde (MS) informou que não vai seguir o intervalo entre a primeira e a segunda doses indicado pela fabricante. A Pfizer orienta que a etapa final seja aplicada 21 dias após a inicial.

Leia também:
CPI da Covid: Roberto Dias nega pedido de propina

Segundo o MS, o prazo no Brasil será de 12 semanas (três meses). Em nota técnica, a pasta informou que o intervalo maior foi recomendado com base em estudos feitos no Reino Unido – o país optou por aumentar o espaçamento no início da campanha de vacinação, por causa da escassez de doses.

“Esta recomendação considerou que a vacinação do maior número possível de pessoas com a primeira dose traria maiores benefícios do ponto de vista de saúde pública, considerando a necessidade de uma resposta rápida frente a pandemia de Covid-19”, diz o ministério.

Print Friendly, PDF & Email