O chefe do médico da UTI, Everton Padilha Gomes, examina uma radiografia de tórax de um paciente em um hospital de campo criado para tratar pacientes que sofrem da doença por coronavírus (COVID-19) em Guarulhos, São Paulo

Covid-19: internações em UTIs diminuíram 13,4% em junho

Apesar da diminuição, o número de pacientes internados no último mês ainda é alto

Dados do Sistema de Vigilância Epidemiológica da Gripe (Sivep-Gripe) mostram queda nas internações de pacientes confirmados com Covid-19 no país. Em maio de 2021, foram registradas 46.284 entradas em leitos de UTI, apresentando uma queda de 13,4% em comparação ao mês de junho.

O levantamento foi realizado pelo (M)Dados, núcleo de análise de grande volume de informações do Metrópoles, com base nos registros das hospitalizações nas quais foram confirmados casos positivos para o vírus Sars-CoV 2.

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Para especialistas, a curva decrescente de internações é resultado dos avanços nas faixas etárias contempladas pela campanha de vacinação contra a Covid-19 no país, como também devido à continuação dos cuidados de prevenção contra a doença.

Chefe da emergência do Hospital Santa Lúcia, Luciano Lourenço atua diariamente com pacientes acometidos pela Covid-19. Para ele, apesar da diminuição, a quantidade está longe de ser aceitável. Em queda há 19 dias, a média móvel de mortes por Covid-19 está, entretanto, acima de mil óbitos diários desde janeiro.

“É um quadro em que, apesar de uma curva negativa, os números absolutos são altos, um volume muito grande de pessoas, de entes queridos, morrendo. Ainda precisamos seguir as orientações para que não tenhamos outra onda acontecendo com o afrouxamento precoce das medidas restritivas”, afirma o especialista.

Até o momento, 55,5% dos adultos no país já receberam ao menos uma dose de vacina contra a Covid-19, e 20% já completaram a vacinação.

“Então ainda não é o momento para afrouxar medidas, porque se elas forem afrouxadas aumentamos a chance de fazer uma nova onda, já que a imunização está acontecendo numa velocidade que ainda depende do investimento de cada um de nós nos cuidados contra o vírus”, explica Lourenço.

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