Covid-19: Queiroga defende que medidas extremas devem ser adotadas localmente

Covid-19: Queiroga defende que medidas extremas devem ser adotadas localmente

Em entrevista à CNN na manhã desta segunda-feira, ministro afirma, “Precisamos de um aporte maior de vacinas para ampliar a imunização da população brasileira”.

Nesta segunda-feira (29), o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga defendeu maior aporte de vacinas contra a Covid-19 e aumento da velocidade de imunização. Em entrevista que concedeu à CNN, ele se opôs à adoção de um lockdown nacional. Segundo Queiroga, “medias mais extremas devem ser adotadas de forma localizada”.

A declaração foi feita ao comentar sobre as ações de restrição da locomoção colocadas em prática na cidade de Araraquara que desencadearam queda acentuada no número de casos e mortes.

“O erro é achar que um lockdown nacional sem que se faça a lição de casa antes seja a solução dos problemas”, afirmou. “O sistema de saúde é tripartite, medidas mais extremas precisam ser tomadas de forma localizada”.

“Não é com lei e colocando multa para as pessoas que conseguiremos a adesão das pessoas, é com campanhas educativas mostrando a importância do uso de máscaras”.

De acordo com Queiroga, o governo está determinado a ampliar o ritmo de vacinação. Sobre seu comando, a pasta se comprometeu a imunizar 1 mi de pessoas por dia. “Nós temos condições de fazer isso e até ampliar essa perspectiva”, disse ele citando as mais de 37 mil salas de vacinação do país e o reconhecimento do país como referência na imunização.

Leia também:  GDF entregará primeiro hospital de campanha para tratamento de Covid-19, dos três previstos

Com videoconferência agendada nesta segunda com o embaixador dos Estados Unidos, Todd C. Chapman, o ministro evitou defender um imunizante específico. “Do ponto de vista prático, o que interessa é a vacina no braço do paciente, seja ela AstraZeneca, Pfizer, Moderna, Coronovac”, disse. “Vacina é vacina”, completou.

Questionado sobre a adoção de um lockdown nacional, o ministro disse que medidas extremas devem ser adotados apenas localmente.

“Medidas mais extremas devem ser adotadas de maneira localizada. O que não se pode é pensar que um lockdown nacional, sem que se faça dever de casa antes, seja a solução para um problema como este”.

O ministro afirmou ter recebido autonomia do presidente Jair Bolsonaro para montar uma equipe técnica na pasta, mas reiterou que deve haver alguma continuidade, dado que é o mesmo governo.