CPI da Covid ouve Dominguetti, que afirma ter recebido pedido de propina

Ele diz ter recebido o suposto pedido de propina em uma negociação de vacinas entre o Ministério da Saúde e a empresa Davati, em fevereiro deste ano, partiu do então diretor de Logística da pasta, Roberto Dias

A CPI da Covid ouve nesta quinta-feira (1) o depoimento de Luiz Paulo Dominguetti, vendedor da empresa Davati Medical Supply. Ele afirma que recebeu pedido de propina do ex-diretor do Ministério da Saúde Roberto Dias.

Na conversa, que teria ocorrido em um shopping de Brasília, o dirigente teria solicitado US$ 1 por dose adquirida da vacina da AstraZeneca.

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Ele será ouvido no lugar de Francisco Maximiano, sócio da Precisa Medicamentos, empresa intermediária nas negociações entre o laboratório indiano Bharat Biotech, que produz a vacina Covaxin, e o Ministério da Saúde.

Em seu depoimento, ele disse que havia um acordo inicial verbal onde tinha o consentimento da Davati para que representasse a empresa na negociação com o Ministério da Saúde. “O CEO da Davati solicitou a minha inclusão na proposta ao ministério, para validar”, contou, referindo-se a Cristiano Alberto Carvalho.

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Dominguetti afirmou ter relação de intermediação com a Davati e começou os contatos com o Ministério da Saúde. “Estive três vezes no Ministério da Saúde ofertando as vacinas. Nossa parceria começou em janeiro e foi oficializada mesmo em meados de abril”.

“O pedido foi exclusivamente de Roberto Dias. O valor era de um dólar por dose. Oferecemos a US$ 3,50 a primeira proposta. A Davati estava ofertando ao Ministério da Saúde 400 milhões de doses”.

Ele falou do encontro. Disse ter sido apresentado ao ex-diretor de Logística pelo tenente-coronel Marcelo Blanco. “Não tinha o contato, nunca conversei com Roberto Dias. Não o conhecia. Era entre Blanco e o CEO da Davati. Até que sugeriram uma vinda minha a Brasília para tratar dessa aquisição dessas vacinas”.

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