CPI da Covid: Queiroga afirma que não há risco epidemiológico com a Copa América

O ministro da Saúde declarou, em depoimento à CPI da Covid-19, que não é “censor do presidente” Jair Bolsonaro

Nesta terça-feira (8), a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19 ouve o depoimento do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga.

O ministro afirmou que tem o compromisso de acelerar a vacinação contra a Covid-19 no Brasil. Ele afirmou ao colegiado ter “muita segurança” de que “teremos a nossa população vacinável imunizada até o fim do ano”.

É a segunda vez que Queiroga depõe ao colegiado. Seu retorno acontece após o governo federal aceitar a transferência da sede para o país com o iminente risco de uma terceira onda da Covid-19.

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Copa América                                                                 

Com relação a Copa América, o chefe da pasta afirmou que não há risco epidemiológico no Brasil. O ministro foi questionado pelos senadores sobre a segurança sanitária do evento. Nessa segunda (7), a Comissão Temporária da Covid-19 do Senado Federal aprovou o requerimento ao ministro cobrando estudos técnicos sobre a realização do torneio, além da avaliação dos protocolos adorados pelos organizadores do torneio.

Queiroga afirmou mais uma vez que a decisão de realizar o evento “não é do ministro da Saúde”. “A Copa do Mundo que houve aqui foi o ministro da saúde que decidiu? Não”.

Segundo Queiroga, Bolsonaro pediu que o ministério analisasse os protocolos para a realização da Copa. “É um ambiente seguro, é mais seguro do que a gente vive na sociedade porque os jogadores são testados com frequência”, declarou. A expectativa do evento, para o ministro, é que seja realizado com “segurança”.

Queiroga afirmou que tem a confiança do presidente Jair Bolsonaro para a condução do combate à pandemia da Covid-19 no Brasil. O ministro afirmou que o país vive sob o modelo presidencialista e, portanto, “o presidente é chefe da nação”.

“Eu mesmo posso ser demitido pelo presidente a qualquer momento. Essa é a regra do jogo do presidencialismo”, declarou o ministro em entrevista à GloboNews. No entanto, Queiroga pontuou que, “se eu sentisse que não tenho condições de fazer o trabalho que me propus ao presidente, eu pediria para sair do Ministério sem nenhum problema”.

“Não é competência do ministro da Saúde julgar o presidente, nem de nenhum ministro, tenho que fazer o que tenho que fazer aqui, que é vacinar a população”, reforçou Queiroga. Apesar do cargo no governo, Queiroga reforça que é médico, e não político. “O que tenho que fazer é cuidar dos meus pacientes”.

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