Crise entre Gilmar Mendes e militares se agrava

Ministério da Defesa e representantes das Forças Armadas levam declaração de ministro à PGR

Que o Ministério da Saúde tem uma presença massiva de militares na pasta é algo claro para todos, e foi o que muito incomodou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes.  

No último sábado o ministro fez uma declaração onde comparou o Exército a um genocídio. Gilmar Mendes fez referência na participação de militares participarem da gestão e formulação de políticas públicas para o combate ao novo coronavírus. Após fala polêmica, o ministro Fernando Azevedo disse que vai acionar a Procuradoria-Geral da República, alegando que o magistrado fez acusações ilegais.

O texto diz que “comentários dessa natureza, completamente afastados dos fatos, causam indignação”. “Trata-se de uma acusação grave, além de infundada, irresponsável e, sobretudo, leviana. O ataque gratuito a instituições de Estado não fortalece a democracia.” Ao fim, a mensagem ressalta que a PGR será acionada para apurar eventuais responsabilizações pelas declarações. O documento é assinado, também, pelos comandantes do Exército, general Edson Pujol; da Marinha, almirante Ilques Barbosa; e da Força Aérea Brasileira, Carlos Bermudez, o que não é usual e foi considerado um ato perigoso na avaliação de quem está dentro dos quartéis.

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