Brasília - Eduardo Cunha faz sua defesa no Conselho de Ética da Câmara (Wilson Dias/Agência Brasil)

Cunha diz que Temer, Maia e Baleia Rossi articularam o impeachment de Dilma

Informações da Folha de S.Paulo apontam os três como principais mentores da queda da ex-presidente, segundo livro de autoria de Cunha, que será lançado em abril

O ex-deputado federal Eduardo Cunha é autor do livro “Tchau, Querida – O Diário do Impeachment”, que será lançado no próximo mês de abril. Na sua introdução, Cunha afirma que o ex-presidente Michel Temer, o atual presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e o candidato a sucedê-lo, o deputado federal Baleia Rossi, foram os responsáveis pelo impeachment de Dilma Rousseff.

Segundo informações do blog da jornalista Mônica Bergamo, que teve acesso ao conteúdo do texto, Cunha declarou que a queda de Dilma só foi concretizada devido à articulação de Temer: “Sem ele, não teria havido impeachment. Ele foi o militante mais atuante e importante. Simplesmente quis e disputou a Presidência de forma indireta”.

No texto publicado, consta ainda afirmação de Cunha de que Rodrigo Maia também foi um dos articuladores do processo de impedimento e “um dos principais militantes”, e que o presidente da Câmara sempre buscou os holofotes desta ação. “Não tinha limites para sua ambição e vaidade”. Além disso, teria sido no próprio apartamento de Temer a realização das negociações decisivas para a queda de Dilma.

Com relação a Baleia Rossi, Cunha afirma que o candidato à presidência da Câmara também participou das articulações do impeachment, porque tinha “força junto a Temer”, por quem foi patrocinado para se eleger líder nacional do PMDB e “só não foi ministro” porque estava envolvido em suposto caso de fraude na merenda escolar de São Paulo.

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