Dados da Secretaria de Segurança Pública do DF mostram que latrocínios caíram no primeiro quadrimestre de 2021

Foram oito vítimas no primeiro quadrimestre deste ano, contra 19 no ano passado

Dados da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP) mostram que o DF teve redução de 57,8% no número de vítimas de latrocínio em comparação com os primeiros quatro meses de 2021 com o mesmo período de 2020. No primeiro quadrimestre deste ano foram oito vítimas, contra 19 no ano passado.

De acordo com Júlio Danilo Souza Ferreira, secretário de Segurança Pública do DF, a diminuição dos casos de latrocínio é resultado da integração das forças de segurança. “Realizamos diversas ações com base nas manchas criminais e nos dados estatísticos, com isso, direcionamos a atuação das forças de segurança. A nossa equipe estuda o comportamento de cada região do DF e realizamos um esforço muito grande no combate aos crimes contra a vida, principalmente por meio da Operação Quinto Mandamento”.

O bombeiro militar José Raimundo Gabriel de Carvalho (55) foi vítima de latrocínio no sábado. Ele foi velado na segunda-feira (24) no Cemitério Campo da Esperança de Taguatinga. O sargento era militar da Reserva Remunerada da corporação e estava lotado no Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças (CEFAP), unidade onde também atuou como instrutor. Por meio de uma nota, o Corpo de Bombeiros Militar do DF (CBMDF) lamentou a morte de José Raimundo. Segundo órgão, o sargento era militar da Reserva Remunerada da corporação. “A corporação presta à família do militar, todo o apoio que é possível nesse momento de dor”.

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O crime aconteceu após ele, a esposa e filha do casal levarem a sobrinha até o ponto de ônibus na Estação Furnas do Metrô, de Samambaia Sul. De acordo com a Polícia Civil do DF (PCDF), o bombeiro reagiu ao assalto, e o suspeito tomou a arma dele, atirou e fugiu. Policias da 26ª Delegacia de Polícia (Samambaia Norte) prenderam o suspeito na mesma noite. De acordo com o delegado Rodrigo Carbone, o suspeito surpreendeu a vítima com golpes de faca, roubou a arma, disparou e fugiu.

De acordo com Felipe Angeli, coordenador da área de controle de armas do Instituto do Sou da Paz, não há como avaliar prontamente a conduta do militar e qual o tipo de reação seria a mais adqueada. “A gente espera que o militar tenha sido bem treinado, pois faz parte da própria função desse militar avaliar o grau de uso da força para repelir uma agressão injusta a si ou a outro transeunte”.

Para ele, até mesmo pessoas treinadas, que fazem uso frequente de armas, podem sofrer danos.  “Esse resultado, infelizmente, é comum. Ou seja, pessoas que acham que estão armadas e vão estar protegidas, e o resultado é o contrário. A própria arma é utilizada para ferir ou matar a pessoa que acha que estaria protegida. Esse armamento acaba sendo desviado e sendo usado em crimes, pois saiu desse militar e passou a integrar o arsenal de bandidos. Essa ocorrência mostra que a arma de fogo é um excelente instrumento de ataque, mas não é bom para defesa”.

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