De acordo com Flávio, Bolsonaro se filiará ao Patriota

O partido tem hoje seis representantes na Câmara dos Deputados

O senador Flavio Bolsonaro anunciou nesta segunda-feira (31), a filiação ao Patriota, movimento que abre caminho para a chegada do pai, o presidente Jair Bolsonaro, ao partido.

Recentemente o senador anunciou o seu desligamento do Republicanos. A troca de partido aconteceu para que ele ajudasse o presidente a encontrar uma nova legenda para disputar as eleições do ano que vem.

“É motivo de muita honra ser convidado para entrar num partido em que, talvez, eu devesse ter me filiado lá atrás. Me sinto um dos fundadores, participei da escolha do nome. Minha vinda para esse partido é para somar. Quero fazer um convite para que a gente forme o maior partido do Brasil a partir das eleições de 2022”, disse o parlamentar.

“Agora, com Bolsonaro na Presidência da República, não tenho dúvida que a gente pode construir partido maior ainda que o PSL”, acrescentou o senador.

A filiação do filho abre caminho para a chegada de Bolsonaro. Uma das condições colocadas pelo mandatário foi a prevalência em relação ao comando partidário, com potencial para interferir diretamente em os aspectos decisórios como formação de diretórios em estados e municípios, costura de alianças, entre outros.

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O Patriota, fundado em 2011 como PEN e ligado à igreja Assembleia de Deus, é um partido considerado “jovem” e que tem poucos caciques em sua estrutura hierárquica. Dessa forma, Bolsonaro viu uma oportunidade de se filiar a uma sigla na qual há espaço para que ele tenha comando irrestrito.

O Patriota se dispõe a correr o risco ao abrir as portas para o chefe do Executivo, o que tem provocado desentendimento entre alguns filiados. O presidente e o vice-presidente do partido, Adilson Barroso e Ovasco Resende, respectivamente, tinham opiniões distintas sobre convidar Bolsonaro para fazer parte do quadro da legenda.

Barroso defende a filiação do mandatário e diz que, com Bolsonaro, o Patriota será “grande”. Na convenção desta segunda, ele reclamou que se dependesse de Resende, o presidente da República “não vinha nem se desse o mundo para ele”.

“Mas graças a Deus, ele vem hoje para o partido por causa da amizade sem pedir uma bala. Aqui no Patriota ele confia em mim e não quer nada de nós”, destacou o presidente do partido.

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