DEM lidera as eleições e é o maior partido do Entorno

Número de prefeituras administradas pelo DEM crescem no Entorno com proposta de mais segurança pública nas cidades

Nesse final de semana (15) ocorreram as eleições municipais, o entorno do DF é constituído por 33 cidades, 13 serão administradas pelo DEM. O professor Guilherme Carvalho, da UniAraguaia analisa que esse número cresceu por dois fatores importantes, proposta política de segurança pública e a facilidade de entrar para o meio político encontrada nesse partido.

“A exceção do PDT, do PSB e do PSDB, o que a gente vê são vitórias de partidos com matriz conservadora, que tendem ao bloco do Centrão da Câmara dos Deputados. São partidos que têm maior capacidade de diálogo com a agenda da segurança pública, ao contrário da esquerda, que, ao Entorno, é muito cara. Além disso, eles servem como legenda de aluguel. Quando ocorrem as mudanças partidárias, elas são as primeiras analisadas, porque são flexíveis na hora de formar chapas. São partidos de matriz fisiológicas”, afirma.

Entre esses partidos facilitadores estão DEM, que vai administrar desde cidades como Luziânia até Alto Paraíso, o PP que entre os municípios comandará a Cidade Ocidental e PODEMOS vencedor em Águas Lindas.

A queda foi significativa em partidos como PSDB que teve seu nome atribuído ao ex-governador Marconi Perillo, denunciado por lavagem de dinheiro e corrupção passiva, o professor Guilherme observa que o PSL também se sobressaiu quando falamos de desempenho ruim, “Foi uma grande surpresa o PSL fazer apenas uma prefeitura no Entorno. Porque, hoje, depois do PT, ele é o partido com mais recursos do fundo partidário. Além disso, foi o partido pelo qual o presidente Jair Bolsonaro se elegeu. Porém, entre a população se identificar com as pautas bolsonaristas e apoiar os candidatos do PSL há uma distância” disse.

Futuro

Para 2022 não é possível afirmar como as eleições acontecerão, tudo vai depender de como o presidente Jair Bolsonaro irá se comportar diante do grupo de partidos vencedores mais o centrão, sua reeleição dependerá apenas de sua conduta, pois segundo Carvalho os prefeitos não apostarão em pauta furada, “Os prefeitos de partidos fisiológicos não entram em pauta furada, quando eles veem que vão perder, eles não entram na pauta política. Se precisar, podem fazer até oposição.” conclui.

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