O ministro da Economia, Paulo Guedes, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, debate a reforma da Previdência (PEC 6/19).

“Devo, não nego; pagarei assim que puder”, diz Guedes sobre precatórios

Guedes defendeu a proposta desenhada pelo governo, de em 2022 honrar de imediato apenas os precatórios de até R$ 66 mil

Nesta terça-feira (3), o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que a proposta de parcelar precatórios, dívidas do governo reconhecidas pela justiça, não são um “calote”.

Guedes lembrou que apenas valores superiores a R$ 450 mil serão pagos em nove parcelas anuais.

“Devo, não nego; pagarei assim que puder. Não haverá calote”, disse Paulo Guedes durante eventos promovido pelo IDP e pelo site Poder 360.

A equipe econômica estuda parcelar todas as sentenças superiores a R$ 66 mi. A proposta é criar um limite para o pagamento total de precatórios.

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Os débitos menores serão honrados até atingir esse teto. Isso, de acordo com Guedes, permitirá o pagamento das dívidas de até R$ 450 mil.

“Nós achamos que todas as sentenças menores de R$ 450 mil serão pagas à vista, pelo menos nos próximos anos. Só os maiores precatórios, de R$ 450 mil para cima, serão parcelados”, afirmou.

PEC

Paulo Guedes, na semana passada, disse que o total de precatório a ser pago em 2022 era de R$ 89, pegando o mercado financeiro de surpresa.

Dessa forma, o governo pretende apresentar uma PEC para driblar o teto de gastos no ano que vem.

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Se aprovado pelo Congresso, o texto permitirá que os precatórios sejam parcelados em dez anos.

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