DF pode ter “esquema de tráfico internacional”, diz promotor

O estudante picado por uma naja está sendo investigado

A história da naja que picou o estudante Pedro Krambeck no último 7 de julho parece estar longe de ter um fim. A Promotoria de Justiça de Defesa do Meio Ambiente e Patrimônio Cultural (Prodema) e o Núcleo de Combate a Crimes Cibernéticos (Ncyber), do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), abriram um procedimento para apurar uma suposta rede de tráfico de animais silvestres e exóticos em sites e redes sociais no Distrito Federal.

Em matéria publicada no Correio Brazilinese ontem (24), revelou que uma das testemunhas ouvidas pela polícia afirmou que Pedro comprava e revendia os animais desde 2019. “Obtivemos a informação de que haveria essa página (de venda ilegal de animais) e abrimos procedimento para apurar. O MPDFT acompanha o inquérito e aguarda a conclusão das investigações. Como o assunto ainda está sob apuração, não é possível dar mais detalhes”, explicou o promotor.

Dois servidores lotados no Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres (Cetas), do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) são suspeitos de envolvimento com os fatos investigados pela polícia relacionados a uma organização de tráfico internacional de animais silvestres. Adriana da Silva Mascarenhas é uma das funcionárias.

Gabriel Ribeiro, que também é estudante de medicina veterinária, está preso, temporariamente, na carceragem da Divisão de Controle e Custódia de Presos (DCCP) desde quarta-feira, por tentar obstruir diligências realizadas pela 14ª Delegacia de Polícia (Gama). Ele divide a cela com outros 10 detentos, segundo informações do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT).

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