Comércio e atividades consideradas não essenciais fecham as portas durante lockdown no Distrito Federal.

DF registra pouco movimento nas ruas durante o toque de recolher

Ruas de Brasília ficaram vazias na primeira noite de validade do toque de recolher. A multa para quem desrespeitar a medida é de R$ 2.000,00, mas ainda não foram aplicadas punições

O governador Ibaneis Rocha (MDB) decretou toque de recolher no DF entre 22h00 e 5h00. A medida começou a valer nesta segunda-feira (8), dessa forma, as ruas de Brasília ficaram vazias na primeira noite de validade da decisão. De acordo com a nova regra, quem desrespeitar a medida pode ser conduzido à delegacia e pagar multa de até R$ 2 mil. Apesar de os ônibus não sofrerem redução da frota, a Rodoviária do Plano Piloto ficou deserta durante o período do toque de recolher.

A operação Toque de Recolher não realizou prisões ou apreensões. As rondas pela cidade foram feitas por equipes do Departamento de Polícia Circunscricional (DPC) e da Divisão de Operação Especiais (DOE).

O toque de recolher não se aplica a profissionais de imprensa e a outras categorias como profissionais de saúde e forças de segurança.

A PMDF percebeu um fluxo reduzido de veículos na Estrada Parque Taguatinga (EPTG) e na Via Estrutural. Na Esplanada dos Ministérios e na Ponte JK, o movimento no horário-limite foi semelhante aos dias de semana comuns.

Restrições

Ana Helena Germoglio, infectologista do Hospital Regional da Asa Norte (Hran), explica que o toque de recolher implementado na capital não é suficiente.  “É como se a gente estivesse chovendo no molhado”, comentou.

De acordo com a infectologista, atividades como bares e restaurantes já estão suspensas. “A gente precisa de medidas rígidas 24 horas por dia. Não adianta implementar apenas em um horário e nos restantes ser muito flexível”, alertou.

Segundo a infectologista, o DF passa por um momento que exige atitudes drásticas, como o fechamento total das atividades.

Decreto

A decisão vale até 22 de março. Só poderá sair após esse horário quem tiver alguma emergência médica ou precisa à farmácia. Além do toque de recolher, outra medida já em vigor desde o dia 28 de fevereiro suspende as atividades não essenciais. A decisão deveria terminar em 15 de março, mas foi estendida.

Em uma rede social, o governador disse que “não deveríamos chegar a este ponto, mas é a única forma de combater o avanço da doença e evitar aglomerações”.

O decreto afirma ainda que será permitido “o deslocamento individual realizado após às 22h, desde que configurada a intenção de retorno à residência e seja realizado logo após o término de jornada de trabalho regular”.

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