DF tem 861 casos de dengue no ano de 2021; redução é de 67,4%

DF tem 861 casos de dengue no ano de 2021; redução é de 67,4%

Combate ao mosquito no DF é destaque em revista inglesa. Todas as regiões administrativas tiveram redução no número de casos em relação ao ano passado. A que mais se destacou foi Santa maria, com uma queda de 96%

Segundo dados do monitoramento da Secretaria de Saúde (SES-DF), o Distrito Federal registrou 861 casos prováveis de dengue em 2021. Os resultados são referentes ao período entre 3 de janeiro e 6 de fevereiro.

No ano de 2021, esse registro representa uma redução de 67,4% nos casos em comparação com o mesmo período de 2020. Entre as regiões administrativas do DF, todas tiveram redução dos casos na comparação com o mesmo período do ano passado. A maior redução ocorreu em Santa Maria, que notificou apenas oito casos, contra 215 no ano passado. Ou seja, uma queda de 96%.

12 dos casos tiveram sinais de alarme, indicando o tipo grave da dengue. O SES-DF ainda não registrou, neste ano, óbito causado pela doença.

Revista inglesa destaca combate à dengue no DF

Segundo informações da Agência Brasília, a revista inglesa Internacional Pest Control trouxe, na edição janeiro/fevereiro 2021, o Plano de Contingência da Dengue em Tempos de Covid-19:  Como Lutar em Duas Frentes, elaborado e executado pela Secretaria de Saúde do Distrito federal em 2020.

O plano foi criado pelo biólogo PhD e entomologista médico Fábio Castelo Branco, especialista em controle de vetores, saúde pública medicina tropical.

Castelo Branco destaca que em 2020, o “efeito Covid” atrapalhou a prevenção e o controle de doenças propagadas por vetores, como a dengue. “Consideramos efeito Covid o impacto epidemiológico sobre outras doenças tão importantes, bem como os impactos social e econômico”, observou.

Em 2020, houve a subnotificação de casos de doenças arbovirais, que são causadas por um grupo de vírus transmitidos pela picada de insetos.  “Isso se deu pelo fato de as pessoas terem medo de contrair a Covid-19 em idas aos hospitais e unidades de pronto atendimento”.

De acordo com o especialista, muitas pessoas com sintomas e suspeita de arboviroses preferiram não ir ao médico durante a pandemia.  “A recomendação geral era que somente pessoas que apresentassem falta de ar ou algum sintoma mais grave deveriam procurar as unidades de saúde. Como resultado, o número de casos caiu, pois não foram contabilizados pela epidemiologia”.

Plano de Contingência

O Plano de Contingência da Dengue, executado pela Secretaria de Saúde, traz as seguintes soluções que podem servir de exemplo para outras unidades da Federação e países:

Novas tecnologias: usar novas tecnologias e metodologias para vigilância e controle de vetores.

Monitoramento: fortalecer a vigilância entomológica com o uso de monitoramento por armadilhas, o que possibilitará a vigilância sem a necessidade de entrar nas residências e de estabelecer contato direto com as pessoas.

Educação: usar as mídias sociais e os veículos de comunicação para fortalecer a educação ambiental. Assim, cada família pode se responsabilizar por encontrar e eliminar criadouros de mosquitos dentro de casa.

Controle de vetores: preparar unidades especializadas para resposta rápida ao controle de vetores com o uso de inseticidas, principalmente com drones e equipamentos veiculares que proporcionam distância social.

O entomologista Fábio Castelo Branco ressalta que, com essas soluções, “é possível controlar melhor o impacto dos arbovírus durante a pandemia e o impacto negativo de uma sindemia [problemas de saúde interligados) ”.

*Com informações da Secretaria de Saúde