Durante o governo Bolsonaro, importação de armas de fogo bate recorde

Nos últimos dois anos, mais de 170 mil armas entraram no Brasil, esse aumento tem relação com as inúmeras vezes em que Bolsonaro se mostrou a favor do armamento

Dados divulgados pelo Ministério da Economia apontam que desde a posse de Jair Bolsonaro (Sem partido), como presidente da república, a importação de revólveres e pistolas bateu recordes. Nos últimos dois anos, mais de 170 mil armas entraram no Brasil, esse aumento tem relação com as inúmeras vezes em que Bolsonaro se mostrou a favor do armamento.

No inicio de 2021, foram contabilizadas mais de 917 mil entradas. Se comparada aos governos anteriores, é um aumento significativo. Somando os governos de Luiz Inácio lula da Silva (PT), Dilma Rousself (PT) e Michel Temer (MDB) juntos, o número total de armas de fogo que entraram no Brasil chega a 103,8 mil.

Durante sua campanha, Bolsonaro havia prometido ampliar o porte de armas de fogo. Antes de se tornar chefe de estado, a importação de revolveres e pistolas era restrita. As mudanças que facilitam a compra e o porte de armas no país são parte das promessas do presidente, que defende o armamento da população.

Uma das medidas é o decreto de flexibilização de posse e porte de armas de fogo no país. Com isso, colecionadores, atiradores esportivos e clubes de tiro terão maior liberdade para adquirir os armamentos. No fim de 2020, o Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex) publicou uma medida para zerar a alíquota de 20% para a importação de revólveres e pistolas no país.

A medida foi suspensa por liminar do ministro Edson Fachin. O Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou na sexta-feira (5), o julgamento sobre resolução do governo Jair Bolsonaro que busca zerar a alíquota sobre importação de revólveres e pistolas.

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