“É antiético fazer comentários”, afirma Mourão sobre atos de Bolsonaro

O vice-presidente afirmou que o general Eduardo Pazuello, ex-minstro da Saúde, entendeu que “cometeu um erro” ao participar de um ato político ao lado do presidente Jair Bolsonaro

Nesta segunda-feira (24), ao chegar ao Palácio do Planalto, o vice-presidente da República, Hamilton Mourão (PRTB), afirmou que acha antiético comentar as ações do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) que provocam aglomeração em meio à pandemia do novo coronavírus.

“Não comento atos do presidente Bolsonaro. Eu sou vice-presidente dele, é antiético eu fazer comentários”.

Bolsonaro participou, nesse domingo (23), de um passeio com motociclistas pelo Rio de Janeiro, reduto eleitoral do mandatário e de dois dos três filhos dele. O evento foi realizado nos moldes do que Bolsonaro fez no DF, na manhã do Dia das Mães.

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A Policia Civil seguiu de helicóptero, e fuzileiros navais foram convocados para garantir a segurança do chefe do Executivo.

Pazuello

Além do filho e vereador, Carlos Bolsonaro (Republicanos), dos deputados Hélio Lopes (PSL-RJ) e Marco Feliciano (Republicanos-SP) e dos ministros Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional) e Tarcísio Gomes de Freitas (Infraestrutura), o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello também esteve no evento.

Mourão foi questionado sobre a presença do ex-ministro no passeio, Mourão disse acreditar que o general seja punido pelo Exército, uma vez que a presença de militares da ativa, como é o caso de Pazuello, em eventos de cunho político configura transgressão punível com advertência ou até prisão.

O general sugeriu uma conduta que atenuaria as consequências da presença de Pazuello no ato: “É provável que [o ato de Pazuello] seja [apurado]. É uma questão interna do Exército. Ele também pode pedir transferência pra reserva e atenuar o problema”.

“Acho que o episódio será conduzido à luz do regulamento e isso aí tem sido muito claro em todos os pronunciamentos dos comandantes militares e do próprio ministro da Defesa. Eu já sei que o Pazuello entrou em contato com o comandante, informando e colocando a cabeça dele no cutelo e entendendo que ele cometeu um erro”, finalizou Mourão.

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