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Economia brasileira em 2021 não recuperará as perdas de 2020

Apesar das expectativas com relação à vacinação e redução do impacto da pandemia, as previsões são de que a recuperação das perdas de 2020 será apenas parcial e inferior aos países do G20

Segundo dados das projeções financeiras consultadas pelo Poder360, o Brasil vai se recuperar parcialmente neste ano do tombo sofrido em 2020. Porém os próximos meses ainda são cheios de incertezas.

 O governo ainda não começou a campanha de vacinação contra o coronavírus, enquanto outros países já iniciaram a vacinação. O governo afirmou que o início da imunização pode ficar para depois de 10 de fevereiro.

Além de disso, há também o descontrole das contas públicas, que pode estimular a inflação e os juros. As previsões da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) para a economia brasileira são de uma recessão de 5% em 2020 e crescimento de 2,6% em 2021. A PwC enxerga 2,9%. A agência Fitch Ratings é mais otimista e prevê um avanço de 3,1% em 2021.

Entre os países do G20, grupo que reúne as 20 maiores economias do mundo, os asiáticos devem se destacar. A Índia, que deve ter fechado 2020 com queda do PIB superior a 9%, pode acabar 2021 com um crescimento de 7,9% a 11%.

“O mundo está para lá, na Ásia. E o crescimento também. Há centenas de milhões de pessoas ascendendo para um nível de consumo na Índia e na China. Quando a gente olha para o Brasil, com 210 milhões de pessoas, a gente está atrás. É um local secundário para investimentos”, disse Bruno Porto, sócio da empresa de consultoria e auditoria PwC.

A OCDE cita a necessidade de mais reformas. O órgão relata que uma empresa de médio porte no Brasil gasta, em média, 1.500 horas por ano para lidar com a carga de impostos. Na América Latina, esse tempo é de 317 horas por ano.

No país, hoje, há 14 mi de desempregados, uma taxa de 14,4%. A economia deve ter algum alento no 1º trimestre, mas o auxílio emergencial acabou. Os brasileiros tendem a procurar postos de trabalhos e reaparecerão nas estatísticas.

Para este ano há também a meta de serem realizadas nove privatizações. Na lista, estão os Correios e Eletrobras, que dependem de aval do Congresso. Para João Pessine, diretor-executivo da Rio Claro investimentos, a falta de articulações dificultou a aprovação de reformas.  “Ficou aquém do esperado nesta 1ª metade do mandato. Também observou-se ganho da corrente mais desenvolvimentista dentro do governo Bolsonaro, com o fortalecimento da ala militar”, declarou o economista.

Nas contas do tesouro Nacional, o país terminará o ano com dívida equivalente a 93% do PIB, uns dos maiores patamares entre os países emergentes.

O banco Itaú espera que o cenário desafiador será concentrado nos primeiros meses deste ano, até março, quando o Orçamento de 2021 deve ser aprovado. “Com o gasto cumprindo o teto, a dívida bruta deve recuar nos próximos anos, alcançando 89% do PIB em 2020, 84% do PIB em 2021 e 83% do PIB em 2022, ante 74% do PIB em 2019”.

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