Economia do DF deve ser retomada no segundo semestre de 2021

A economia do Distrito Federal só irá apresentar uma melhora significativa no meio deste ano. O GDF tem adotado medidas importantes para garantir a retomada econômica pós-pandemia

Após um ano atípico em 2020, com a pandemia de covid-19 impedindo que comércios e outras atividades funcionem, o setor produtivo espera que a economia no Distrito Federal retome até a segunda metade deste ano. Segundo o Índice de Desempenho Econômico do Distrito Federal (Idecon-DF), no fim do ano passado o setor já caminhava para uma recuperação.

As vacinações contra a covid-19 são um ponto positivo para que essa retomada aconteça, pois assim os brasilienses se sentem mais seguros e voltam à sua rotina normal. O Governo do DF (GDF) tem adotado medidas importantes para garantir a retomada econômica pós-pandemia. Um exemplo disso é a proposta para ampliar o prazo das renegociações de dívidas por meio do Programa de Incentivo à Regularização Fiscal (Refis 2020), que está em avaliação na Câmara Legislativa.

O secretário de Economia, André Clemente, afirma que prorrogar o prazo do Refis é fundamental. “O Refis foi o programa de regularização fiscal mais arrojado da história do Distrito Federal, com um resultado além do esperado, com valores renegociados que serão devolvidos ao longo dos anos à população em forma de serviços públicos de qualidade e obras essenciais para o Distrito Federal”, afirma.

Dados da Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan), mostram que o comércio foi a área mais comprometida pela pandemia. O secretário de Desenvolvimento Econômico, José Eduardo Pereira, se mostra otimista e afirma que o GDF possui grandes estratégias de recuperação econômica.

“Temos uma perspectiva positiva em se tratando do Distrito Federal para o segundo semestre. Quando olhamos para o nacional, percebemos que o DF tem mais musculatura para sair do outro lado no pós-pandemia, e isso se fortalece, ainda, por estratégias governamentais para sairmos da situação”, afirmou José Eduardo.

Para especialistas o começo será de dificuldades, porém 2021 caminha para uma grande recuperação econômica, para isso é necessário que as pessoas se sintam seguras. Riezo Silva, coordenador do curso de Economia do Centro Universitário Iesb, ressalta: “A tendência é, sim, de um primeiro semestre difícil, e a economia é um ciclo. Então, é preciso mais alguns meses para essa mudança”.

“A vacina pode ajudar nisso, porque, com a população se sentindo mais segura, aumenta o fluxo de renda. Quando alguém sai de casa para jantar, abre oportunidade para o dono do restaurante comprar e contratar, e isso movimenta”, argumenta Riezo.

Em 2020, segundo o Sindicato do Comércio Varejista do Distrito Federal (Sindivarejista-DF), 750 empresas locais fecharam as portas por causa das dificuldades causadas pela pandemia da covid-19. Porém o ano atual é de grandes esperanças e estabilidade, para os comerciantes 2021 é uma luz no fim do túnel.

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