Economia do DF irá reabrir em 15 dias, diz Ibaneis Rocha

O governador do Distrito Federal disse que todos os setores da economia na capital irão reabrir no máximo em 15 dias, e afirmou que algumas áreas devem retornar antes

Nesta segunda-feira (1), o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB) disse que todos os setores da economia na capital irão reabrir no máximo em 15 dias, e afirmou que algumas áreas devem retornar antes. No domingo (28), por meio do Decreto Nº 41.849, o governador decidiu por um novo lockdown, com exceção de serviços essenciais.

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As declarações foram dadas na rede social do governador, após ter participado de uma reunião com lideranças do setor produtivo no Palácio do Buriti. Ibaneis diz que o decreto de fechamento é necessário para que o DF consiga sair da crise. “É preciso reduzir a circulação de pessoas na cidade ou não vamos sair da crise”, escreveu.

“Terminei agora uma reunião com lideranças do setor produtivo do DF. Mostrei que a taxa de transmissibilidade do vírus está muito alta e este foi o principal motivo para o decreto do fechamento.” publicou Ibaneis.

Ibaneis ressalta que é preciso pensar na economia, mas a saúde da população vem em primeiro lugar. “O que eu não quero que aconteça no DF é ver fila de ambulância na porta de hospitais sem que haja vagas para tratar os doentes. Isso eu vi em outros estados e outros países. É preciso cuidar da nossa economia, mas a saúde tem que vir na frente.”.

De acordo com o governador, no fim de semana foram abertos 60 novos leitos de unidade de terapia intensiva (UTI) para Covid-19 – e, imediatamente, 54 deles foram ocupados, para ele isso mostra como o sistema está em colapso e precisa ser controlado urgente.

“Isso mostra a gravidade da situação no DF. O decreto de lockdown não me traz nenhum tipo de satisfação, pelo contrário. Mas eu não posso fugir das minhas responsabilidades”, frisou.

Missas e cultos

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Desde quando foi decretado o fechamento, Ibaneis tem sido questionado sobre missas e cultos serem considerados serviços essenciais.

Sobre a pauta o chefe do Executivo local pontuou: “Muitos me perguntam pq cultos e missas são permitidos. É que aqui no DF foi aprovada uma Lei, que está sendo questionada no TJDFT, que define Igrejas como serviços essenciais e sou obrigado a cumprir. Mas sei que eles têm seguido as normas de segurança, isso me tranquiliza”, registrou.

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